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Nos últimos meses o prefeito Gilberto Kassab tem se esforçado para proibir tudo o que, por algum motivo, julga impróprio para a cidade. Aliás, o jornalista Xico Sá foi perfeito ao defini-lo como o Jânio Quadros sem alcool. Mas essa não é exatamente uma característica nova do alcaide paulistano. Ele é bom disso. Assita ao vídeo.

Fiquei emocionado ao assistir este clipe homenagem ao Kassab.
É impressionante como a galera captou a essência deste homem e do seu governo.
Meus sinceros parabéns aos músicos.
Kassab merece!

A ex-prefeita Luiza Erundina desistiu de ser candidata a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT) no fim da tarde de hoje.

Ela tomou a decisão após Lula e o candidato terem ido à casa do ex-prefeito Paulo Maluf para selar a aliança com o PP.

Desde sexta-feira que o acordo com o PP estava fechado. Erundina sabia disso.

Na coletiva de imprensa onde se anunciou o nome da ex-prefeita para vice, mais se falou do apoio de Maluf do que qualquer outra coisa.

O que irritou profundamente Erundina foi que o ex-presidente Lula prestigiou o evento de Maluf, mas não foi ao ato de sua indicação a vice.

Lula havia tido alta do hospital no dia anterior, alegam pessoas próximas a ele.

As mesmas fontes dizem que o ex-presidente titubeou muito em ir ao encontro com Maluf. Decidiu na última hora.

O ex-presidente estaria chateado com os rumos que o processo tomou e a avaliação tanto no PT como no seu entorno é de que o apoio de Maluf saiu muito caro para a campanha petista.

Para tentar reverter o episódio, Lula vai se dedicar a convencer o PCdoB a apoiar Haddad já nos próximos dias. E o nome da sambista Leci Brandão, deputada estadual do partido, é um dos que agrada ao candidato e a boa parte dos petistas para compor chapa. Mas a prioridade de indicar o parceiro de chapa de Haddad continua sendo do PSB.

Os socialistas já teriam indicado, entre outros, o nome da deputada federal Keiko Ota, que teve 213 mil votos em 2010, como uma possibilidade. Entre os projetos que Keiko defende talvez o principal seja o de ampliação da pena de crimes hediondos para 100 anos. Ela teve seu filho Ives Ota barbaramente assassinado em 1997.

Mas a definição do vice passa a não ser mais a prioridade da campanha de Haddad. Antes mesmo do anuncio da candidatura da ex-prefeita na chapa, o ex-ministro já tinha chegado a 8%. O objetivo da coordenação da campanha é garantir a consistência desse crescimento.

Por duas vezes nas últimas semanas acompanhei a caravana do PT com Haddad por alguns bairros da periferia de São Paulo. Aproveitei para ir a locais que não visitava há algum tempo, mas também para sentir a temperatura da campanha. E, claro, verificar como andava o desempenho do ex-ministro da Educação no seu novo papel, o de candidato.

A campanha ainda está muito fria e pouca gente o conhece. Mas engana-se quem pensa que Haddad está preocupado com isso. Essas visitas à periferia não têm por objetivo torná-lo popular e até por isso são poucos o que o acompanham. Nunca mais do que 30 militantes.

Mas sempre há alguém do grupo que está construindo o Plano de Governo.

Quem vai coordená-lo é o diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Aldo Fornazieri. Aldo não é mais filiado ao PT, mas teve longa militância no partido, sempre vinculado ao ex-deputado federal José Genoino.

Evidente que não é da cartola de Aldo que vão sair os projetos que “salvarão” São Paulo. Seu papel será de organizador. Os projetos serão construídos por um grupo muito maior de intelectuais e estudiosos de diferentes áreas. Mas Haddad não quer que ele seja feito de cima para baixo. Por isso a ideia das caravanas pela periferia.

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O SPressoSP publicou na tarde de ontem uma matéria que abre uma série comparando Pinheiros a M´Boi Mirim.

A matéria merece ser lida não só por quem mora em São Paulo, porque é reveladora de como a gestão pública define a vida das pessoas e desiguladade na cidade. E de como é possível trabalhar uma pauta para além da frieza dos números.

A gestão Kassab enviou uma proposta de orçamento para a Câmara Municipal retirando 46% dos recursos da Subprefeitura de M´Boi Mirim, um dos bairros mais pobres da cidade. E ao mesmo tempo aumentando em 12% o orçamento de Pinheiros, um dos mais ricos.

Pinheiros deve precisar mais de recursos do que M´Boi Mirim, certo?

Pois bem, veja esse trecho da matéria do SPressoSP:

“Com maior facilidade de acesso a equipamentos públicos, como escolas, hospitais e parques, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região da subprefeitura de Pinheiros é comparado ao de países ricos: 0,91. Esse índice leva em conta dados como a expectativa de vida ao nascer, educação e renda per capita de seus habitantes. Quanto mais próximo de 1, melhor é o resultado. Em M’Boi Mirim, o IDH é de 0,64, abaixo da média nacional, próximo de alguns países africanos.”

A reportagem do SPressoSP procurou a Secretaria de Subprefeituras para que explicasse isso.

A resposta da assessoria de imprensa foi que o orçamento era “apenas para zeladoria”.

Entende-se por zeladoria, o cuidado com o bairro. Pela lógica da gestão Kassab em 2011 sobrou dinheiro em M´Boi Mirim e faltou em Pinheiros.

A reportagem do SPressoSP decidiu visitar os bairros, checar a realidade deles e  conversar com seus moradores.

A primeira matéria que abre a série é sobre transportes.

Você tem que ler.

O Metrô de São Paulo lançou uma campanha pela gentileza. O garoto propaganda é Chalita, deputado federal do PMDB e que sempre foi fiel aliado de Alckmin. Ele escreveu um livro com frases sobre gentiliza (algo muito complexo) e por isso se justificaria a ação.

Chalita é candidato a prefeito de São Paulo.

Será que o mais idiota dos idiotas supõe que essa campanha do Metrô foi produzida pela agência de publicidade sem que o comando político do Palácio dos Bandeirantes soubesse? Sem que Alckmin desse o seu sinal verde?
Evidente que essa ação é um absurdo políico e jurídico. Precisa ser contestada pelos partidos de oposição ao governo do Estado.

Mas ao mesmo tempo evidencia alguns nuances da próxima disputa paulistana.
Alckmin está por trás da candidatura de Chalita. E se Serra não candidato (o que começo a considerar quase impossível) sair vai tentar emplacar Bruno Covas pelo PSDB na disputa.
Assim teria dois candidatos com chances de ir ao segundo turno. E na disputa final, um apoiaria o outro.
Mas se Serra decidir ir pra disputa, Alckmin tem Chalita.
E agora não resta outra alternativa a Serra.
O pior dos mundos para ele seria a eleição do deputado do PMDB ao governo municipal.
Seria uma pá de cal em qualquer pretensão política sua.
Sendo Serra o candidato do PSDB, o PT provavelvemente vai de Marta.
Marta garantiria uma boa votação no primeiro turno e elegeria uma boa bancada de vereadores.
Isso sempre entra na conta na hora de decidir por um candidato.
E hoje há quem avalie que o melhor cenário para Marta é uma disputa com Serra no segundo turno.
Principalmente se Chalita vier a ser o terceiro colocado nas eleições.
Ele, mesmo sendo Alckmin (e talvez por sê-lo), apoiaria Marta.

PS: Quem vai entrar com uma representação contra o Metrô exigindo a retirada da publicidade pró Chalita dos vagões?
Veja a campanha no vídeo abaixo.
PS: Alertado pelo comentario do André vi que o vídeo foi retirado do ar. Amanhã vou checar o que aconteceu.

Quando Marta Suplicy criou a taxa do lixo, virou Martaxa.

Quando Erundina reajustou o IPTU, a civilizada oposição da época espalhou outdoors por todos os cantos da cidade com o slogan “votou no PT, tomou no IPTU”.

Quando Lula acabara de se reeleger presidente e um avião por um problema mecânico não conseguiu frear ao pousar em Congonhas, boa parte da elite paulistana criou um movimento chamado Cansei. Pra pedir o fim do seu governo que se iniciava. E contou com toda a mídia a seu favor.

Pimenta nukassab dos outros é refresco

Quando Marta Suplicy criou a taxa do lixo, virou Martaxa.

Quando Erundina reajustou o IPTU a civilizada oposição da época espalhou outdoors por todos os cantos da cidade com o slogan “votou no PT, tomou no IPTU”.

Quando Lula era presidente e um avião por um problema mecânico não conseguiu frear ao pousar em Congonhas, boa parte da elite paulistana criou um movimento chamado Cansei. Pra pedir o fim do governo de Lula. E contou com toda a mídia a seu favor.

Dá pra dizer que pimenta nukassab dos outros é refresco, porque o nukassab do alcaide paulistano está bem protegidinho.

Numa única sessão da Câmara ele e sua base aprovam a maior operação urbana da história da cidade, que vai privilegiar os automóveis em detrimento de investimentos de transportes de massa expulsando 8.500 famílias de suas casas.

Gente simples, que vive nas 16 favelas que a obra vai cortar.

Aprova um aumento que elevou o seu salário para 24 mil reais (ele vai doar a diferença. Meigo, né?) e dos seus secretários para 19,5 mil.

E ainda aprova uma negociação escandalosa num terreno nobre do Itaim Babi que vai ser utilizado pela especulação imobiliária.

E no dia seguinte a todos esses feitos do alcaide, qual é a preocupação dos jornalões paulistas?

As denúncias no Ministério dos Transportes. Notícia no mínimo já um tanto embolorada.

É impressionante como a doce mídia paulista ignora o que se passa em São Paulo quando seus aliados estão no poder.

E mesmo sendo o feinho da turma, Kassab é um deles.

Porque faz tudo que os setores econômicos que se locupletam da cidade desejam.

Nunca vai ter pimenta nukassab dele.