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Continuando com o com o balanço das eleições municipais de 2012, segue análise dos resultados das capitais do Nordeste e Norte.  No final do post, o placar dos partidos que elegeram prefeitos nas capitais destas regiões.

Nordeste

São Luís/Maranhão 

Eleitorado: 678.070

Em São Luís, no Maranhão, Edvaldo Holanda Júnior, do PTC, derrotou o candidato do PSDB, Castelo. Edvaldo venceu no segundo turno com 56,06% dos votos válidos, contra 43,94% do seu adversário. Castelo tentava o segundo mandato como prefeito. É uma vitória também ( e talvez principalmente) de Flávio Dino, atualmente presidente da Embratur. E uma derrota para além do tucanato, mas também do grupo Sarney e do petismo pragmático.

Teresina/Piauí 

Eleitorado: 531.138

No Piauí, em Teresina, o candidato tucano, Firmino Filho, venceu o candidato do PTB, Elmano Férrer. A decisão foi bastante apertada. Firmino teve 51,54% dos votos válidos no segundo turno, contra 48,46% de Férrer. Uma diferença de apenas 12.679 votos. Férrer também concorria a reeleição. O senador e .ex-governador petista Wellingyon Dias foi candidato e sofreu uma derrota acachapante.

Fortaleza/Ceará

Eleitorado: 1.612.155

Em outra decisão apertada, Fortaleza elegeu Roberto Cláudio, do PSB, com 53,02% dos votos, contra 46,98% do petista Elmano. O PT não conseguiu fazer o sucessor da prefeita Luizianne Lins (PT), em Fortaleza. De acordo com o presidente nacional do partido, Rui Falcão, pesou o fato de Elmano ser uma liderança nova e o uso da máquina do governo estadual na eleição de Roberto Cláudio. Mas o fato é que essa foi uma das derrotas mais complicadas para o projeto do PT no Nordeste.

Natal/Rio Grande do Norte

Eleitorado: 526.426

Em Natal, a população elegeu Carlos Eduardo, do PDT, com 58,31% dos votos. Ele derrotou no segundo turno o candidato do PMDB, Hermano Moraes, que teve 41,69% dos votos válidos. Carlos Eduardo substitui, a partir de 2013, a prefeita Micarla de Souza, do PV, que foi recentemente cassada e é considerada uma das piores governantes do país.

João Pessoa/Paraíba

Eleitorado: 480.237

Na Paraíba, a população da capital João Pessoa elegeu Luciano Catarxo. O candidato do PT teve ampla vantagem sobre o tucano Cicero Lucena. Catarxo fez 68,13% dos votos válidos no segundo turno, contra 31,87% de Lucena. O PT conseguiu fazer a sucessão na Prefeitura de João Pessoa, uma vez que o atual prefeito, Luciano Agra, também é filiado ao partido.

Recife/Pernambuco

Eleitorado: 1.169.678

Em Recife, o candidato do PSB, Geraldo Túlio, foi eleito no primeiro turno com 51,15% dos votos. O candidato do PSDB, Daniel Coelho, ficou em segundo lugar, com 27,65% dos votos. A eleição de Geraldo Túlio reforça a liderança política do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e aumenta suas chances de pleitear uma candidatura a Presidência da República em 2014. Geraldo Túlio substitui, a partir de 2013, o petista João da Costa.

Maceió/Alagoas

Eleitorado: 501.081

Em Maceió o eleito foi Rui Palmeira, do PSDB. O tucano venceu as eleições ainda no primeiro turno com 57,41% dos votos. Em segundo lugar aparece o candidato do PDT, Jurandir Boia, com apenas 12,69% dos votos válidos. Palmeira substitui a partir de 2013 o atual prefeito, Cícero Almeida, do PSD.

Aracaju/Sergipe

Eleitorado: 367.175

No Sergipe, a população de Aracaju elegeu o ex-governador João Alves, do DEM. Alves teve 52,72% dos votos válidos, contra 37,62% do candidato do PSB, Valadares Filho. O resultado muda os rumos da política na cidade, uma vez que o prefeito atual, Edvaldo Nogueira, é filiado ao PC do B. João Alves é mais uma liderença conservadora que renasce no Nordeste.

Salvador/Bahia

Eleitorado: 1.881.544

A capital da Bahia, Salvador, elegeu ACM Neto no segundo turno. O candidato do DEM venceu o petista Pelegrino. ACM Neto teve 53,51% dos votos válidos, contra 46,49% do petista. A crise do governo estadual, comandado por Jaques Wagner (PT),  com professores e policiais militares é um dos fatores que contribuíram para a derrota do petista. Com ACM Neto prefeito em Salvador e João Alves em Sergipe, o DEM passa a ter uma base para um novo plano de voo.

Norte

Rio Branco/Acre

Eleitorado: 226.366

Em Rio Branco, capital do Acre, a população elegeu o petista Marcus Alexandre. Ele venceu no segundo turno o candidato do PSDB, Tião Bocalom. A eleição foi uma das mais disputadas do país.  O candidato petista venceu por uma diferença de apenas 2.739 votos. Esta foi uma vitória importante para o PT pelo significado de governar a cidade há muitos mandatos.

Manaus/Amazonas 

Eleitorado: 1.178.120

Em Manaus, Arthur Virgilio Neto, do PSDB, voltou para a Prefeitura da capital do Amazonas. O ex-prefeito, deputado federal e senador, venceu a eleição com 65,95% dos votos válidos, contra 34,05% da sua adversária, Vanessa Grazziotin, do PC do B. Arthur Virgilio Neto havia perdido a vaga no senado para a mesma adversária nas eleições de 2010. O tucano substitui, a partir de 2013, o prefeito Amazonino Mendes (PDT).

Porto Velho/Rondônia

Eleitorado: 278.410

Em Porto Velho, o eleito foi o Dr. Mauro Nazif, do PSB. O prefeito eleito teve 63,03% dos votos válidos, contra 36,97% do seu adversário, Lindomar Garçon, do PV. A candidata do PT, Fátima Cleide, ficou fora do segundo turno na cidade. Assim o PT, que governa a cidade na gestão atual de Roberto Sobrinho, apoiou o candidato do PSB no segundo turno.

Belém/Pará

Eleitorado: 1.009.756

A capital do Pará, Belém, elegeu o tucano, Zenaldo Coutinho, com 56,61% dos votos válidos no segundo turno, contra 43,39% do seu adversário, Edmilsom Rodrigues (PSOL). Coutinho substitui, a partir de 2013, o prefeito Duciomar Costa, do PTB.

Macapá/Amapá 

Eleitorado: 253.365

O PSOL teve sua primeira grande vitória das eleições municipais de 2012 na capital do Amapá, Macapá. O partido conseguiu eleger o candidato Clécio em uma das eleições mais disputadas do país. A diferença de votos para o candidato derrotado, o atual prefeito Roberto  Góes (PDT), foi de apenas 2.369 votos.

Boa Vista/Roraima 

Eleitorado: 183.173

Boa Vista, capital de Roraima, elegeu a candidata do PMDB, Teresa Surita, com 39,26% dos votos válidos, contra 29,02% do seu adversário, Mecias de Jesus. Surita irá ocupar o lugar de Iradilson Sampaio, do PSB, a partir de 2013.

Placar por partidos – Nordeste 

DEM – 2 (Aracaju e Salvador)

PSB – 2 (Fortaleza e Recife)

PSDB – 2 (Maceió e Teresina)

PT – 1 (João Pessoa)

PDT – 1 (Natal)

PTC – 1 (São Luiz)

Placar por partidos – Norte

PSDB – 2 (Manaus e Belém)

PT – 1 (Rio Branco)

PSB – 1 (Porto Velho)

PSOL – 1 (Macapá)

PMDB – 1 (Boa Vista)

 

Quase uma semana após o término das eleições municipais, agora é o momento de olhar com atenção e calma para os seus resultados. Neste primeiro post, serão avaliadas as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, onde o PSDB não elegeu nenhum prefeito de capital.

Sudeste

Vitória/Espírito Santo  

Eleitorado: 255.367

Em Vitória, o candidato do PSDB, Luiz Paulo, foi derrotado por Luciano Rezende, do PPS. Rezende substitui, a partir de 2013 o atual prefeito, João Coser, do PT.

Rio de Janeiro/Rio de Janeiro

Eleitorado: 4.619.607

No Rio de Janeiro, o PSDB teve um resultado pífio, com o candidato Otávio Leite recebendo 2,47% dos votos, o que evidencia que apenas 80.059 depositaram sua confiança no candidato tucano. O prefeito Eduardo Paes se reelegeu com 64,60% dos votos no primeiro turno, apoiado pelo PT, que elegeu o vice. Entretanto, a votação expressiva de Marcelo Freixo, do PSOL, mostra que há alternativa em terras cariocas.

Belo Horizonte/Minas Gerais

Eleitorado: 1.870.672

A única capital do sudeste onde o PSDB pode considerar-se em certa medida “vitorioso”  é Belo Horizonte. Márcio Lacerda, do PSB, foi eleito no primeiro turno, com 52,69% dos votos. Lacerda contou com o apoio de uma aliança robusta que, entre os 21 partidos coligados, estava o PSDB.

São Paulo/São PaulO

São Paulo, sem dúvida, foi a maior derrota tucana. A “cidade antipetista” elegeu  Fernando Haddad. Isso porque antes do PSDB definir seu candidato, Serra saiu das catacumbas tucanas para impor sua candidatura, adiar as prévias do seu partido, e apresentar-se como o único capaz de vencer o PT.

A campanha de Serra tentou de tudo: associou Haddad a José Dirceu e ao “mensalão” , criou joguinhos que atacavam o candidato do PT, montou uma rede social, importou do Rio de Janeiro o pastor Silas Malafaia, atacou o “kit gay”, e, por fim, tentou espalhar o boato de cancelamento do Enem. Nem mesmo com o Jornal Nacional dedicando 23 minutos para martelar o julgamento do “mensalão” na cabeça do eleitor, Serra foi capaz de vencer Haddad.

Enfim, o PSDB perdeu boa parte da sua força no Sudeste.

SUL

Curitiba/Paraná

Eleitorado: 1.172.939

A Prefeitura da capital do Paraná ficou com Gustavo Fruet, do PDT. A aliança vitoriosa em Curitiba foi formada por PDT, PT e PV. O candidato apoiado pelos tucanos, Luciano Ducci (PSB), sequer chegou ao segundo turno. Ducci tentava se reeleger na capital paranaense.

Florianópolis/Santa Catarina

Eleitorado: 322.875

Em Florianópolis, o candidato apoiado pelo PSDB saiu vitorioso em uma decisão apertada. Cesar Souza Júnior, do PSD, foi eleito com 52,46% dos votos. Gean Loureiro (PMDB), candidato apoiado pelo atual prefeito, Dário Berger (PMDB), conseguiu 47,36% dos votos.

Porto Alegre/Rio Grande do Sul

Eleitorado: 1.076.263

Porto Alegre reelegeu já no primeiro turno, com 65,22% dos votos, o atual prefeito Fortunati, do PDT. O candidato tucano, Wambert Di Lorenzo, teve apenas 19.514 votos, equivalente a apenas 2,46% dos votos válidos.

Centro Oeste

Campo Grande/Mato Grosso do Sul

Eleitorado: 561.630

No Mato Grosso do Sul, a população da capital Campo Grande elegeu o candidato do PP, Alcides Bernal, que derrotou Giroto, do PSDC. Bernal teve 62,55% dos votos válidos no segundo turno. A partir de 2013, Bernal substitui o atual prefeito, Nelsinho Trad, do PMDB.

Goiânia/Goiás

Eleitorado: 850.777

Goiânia elegeu o petista Paulo Garcia já no primeiro turno, com 57,68% dos votos. O candidato apoiado pelo PSDB, Jovanir Antunes (PTB), teve apenas 14,25% dos votos válidos. Garcia se reelegeua partir

Cuiabá/ Mato Grosso

Eleitorado: 397.626

Já Cuiabá elegeu Mauro Mendes no segundo turno, com 54,65% dos votos. O candidato do PSB derrotou o petista Lúdio, que teve 45,35% dos votos válidos. Mendes substitui o atual prefeito, Francisco Bello Galindo Filho, do PTB.

Placar por partido – Sudeste

PT – 1 (São Paulo)

PSB – 1 (Belo Horizonte)

PMDB – 1 (Rio de Janeiro)

PPS – 1 (Vitória)

Placar por partido – Sul

PDT – 2 (Curitiba e Porto Alegre)

PSD – 1 (Florianópolis)

Placar por Partido – Centro Oeste 

PT – 1 (Goiânia)

PP – 1 (Campo Grande)

PPS – 1 (Cuiabá)

Há muitas flancos possíveis para se analisar o resultado das eleições municipais recém-encerradas. Os analistas da mídia tradicional como não podem dizer que a oposição foi a grande derrotada  enaltecem o crescimento (real, diga-se) do PSB. É mais ou menos como aquele torcedor que comemora a vitória de um terceiro time sobre o seu principal rival. Porque no pau a pau perde todas.

O fato é que a oposição diminuiu ainda mais de tamanho em 2012. E isso aconteceu mesmo em meio ao julgamento do mensalão e de toda a cobertura midiática tentando vincular aquele acontecimento ao momento eleitoral.

Outro fato é que o PT cresceu muito em São Paulo e passa a governar quase metade da população do Estado. Manteve o domínio da região metropolitana e ainda levou São Paulo e boa parte do Vale do Paraíba, incluindo a cidade de São José dos Campos.

O PSB também sai maior deste processo eleitoral. Conquistou Recife e Fortaleza, além de várias cidades importantes do Nordeste. E ainda reelegeu seu prefeito de BH e ganhou Campinas. Em BH e Campinas, porém, os eleitos são muito mais tucanos que socialistas.

O PSOL elege seu primeiro prefeito de capital, no Macapá, e entra no jogo real da governabilidade. Isso vai levar a muitas reflexões internas no partido e provavelmente vai fazer com que alguns grupos deixem a legenda. Ou vai levar o prefeito eleito a deixar o partido. A tese da governança e as teses de alguns setores do PSOL são incompátiveis.

O fato de o PSDB não ter conseguido eleger um prefeito de capital nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste também é um fato importante. Como também merece registro que nenhum senador eleito em 2010 conseguiu sucesso nas disputas de 2012. O povo parece já ter se cansado dessa história de  o político se eleger para um cargo executivo e depois de um ano e meio disputar outro.

Outro ponto que não pode ser desprezado e que talvez seja o mais importante para pensar 2014 é que Dilma tem de cara três possíveis adversários relativamente fortes: Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos. Sem contar a provável candidatura do senador Randolfe, padrinho político do prefeito eleito em Macapá.

Marina e Aécio já tem quase como certas as suas candidaturas. Eduardo Campos ainda vai ter que fazer contas e provar para o próprio partido que um voo solo pode ser melhor do que uma aliança com Dilma. Afinal, se vier a sair candidato sem Lula e Dilma o PSB terá de enfrentar o PT em muitos lugares. Nesta eleição das capitais, venceu. Mas nada garante que isso venha a se repetir em 2014.

De qualquer forma, se todos os citados vierem a disputar a presidência, Dilma poderá ter que enfrentar um segundo turno aberto. Essa é uma péssima notícia para a presidenta, que não pode pensar em mudar a composição de sua chapa, até porque o PMDB foi o partido que elegeu mais prefeitos no Brasil.

Se o PT quiser ajudar Dilma a ficar mais forte para 2014, deveria tratar com carinho duas situações. Os recados das urnas no Rio Grande do Sul e na Bahia. A derrota para ACM Neto em Salvador e a pífia campanha do PT em Porto Alegre, por mais que se queira tapar o sol com a peneira, fragilizam os governos Tarso e Wagner. Ambos precisam repensar politicamente o tipo de gestão que estão fazendo porque senão o partido corre o risco de perder as eleições nestes dois estados.

A oposição na Bahia vai se assanhar com esta vitória de ACMinho e no Rio Grande do Sul nunca um governador foi reeleito. Isso pode vir a acontecer com Tarso se sua administração continuar, por exemplo, brigando com os professores. Aliás, professores que foram fundamentais para a derrota de Pelegrino na Bahia.

O debate realizado na noite de ontem pela RedeTV e pelo jornal Folha de S.Paulo teve uma audiência pífia, marcou apenas 3 pontos no Ibope. A emissora ficou apenas em quarto lugar, com menos de um terço da audiência do terceiro lugar, o SBT (10 pontos). Ou seja, poucas pessoas o assistiram e dificilmente ele vai impactar nos futuros resultados das pesquisas eleitorais.

Porém, do ponto de vista psicológico eleitoral, ele teve um grande significado. O candidato do PSDB, José Serra, se comportou e foi tratado como um “nanicão”. O que é o “nanicão”.

O “nanicão” é um candidato um pouco maior que o candidato nanico. Quais são os candidatos nanicos? Levy Fidélix e Eymael são dois exemplos. Sempre disputam todas as eleições e sabem que suas chances são inexistentes. Porém, cumprem um papel de coadjuvantes no processo eleitoral e mantêm a legenda partidária, que lhes garantem tempo de TV para acordos políticos em diversas cidades brasileiras.

No caso de Serra, seu papel não é esse e por isso ele não pode ser chamado só de nanico. Entretanto, durante o debate ficou claro que seus principais concorrentes não o tratavam como o principal adversário. Por exemplo, no bloco de perguntas entre candidatos, vários preferiram perguntar a outros do que a Serra. Em outros tempos ele seria o primeiro escolhido para o enfrentamento. Seria o alvo preferencial de todos. Não foi isso que aconteceu ontem.

Russomano e Haddad não o trataram como o adversário a ser batido. Além disso, nos únicos confrontos que teve, com Chalita e Giannazi, o tucano saiu derrotado.

No embate com o candidato do PMDB, Serra tentou insinuar que o peemedebista era mentiroso. Quando Chalita teve direito à palavra lançou logo um Paulo Preto e um Aref na testa do tucano, deixando-o completamente grogue. Gianazzi também não perdeu a oportunidade de mandar o Privataria Tucana no pescoço de Serra.

Quanto aos outros candidatos, a situação deve permanecer inalterada.

Russomanno cometeu algumas gafes que podem ser utilizadas na internet e em outros momentos da campanha. Por exemplo, o candidato do PRB afirmou que seu partido “aceita até candidatos homossexuais”, veja bem, “ATÉ”. Ato falho  que permite um grande debate sobre o posicionamento de Russomanno nessa seara da orientação sexual.

O candidato do PRB também afirmou que a Igreja Universal não é a dona do PRB. Quando até as quase inexistentes esquinas de Brasília sabem que isso é mentira. Hoje a Universal controla o PRB da mesma forma que controla a Rede Record e o jornal Folha Universal. Ou seja, faz de conta que é algo mais amplo, mas tudo precisa passar pelo crivo da igreja.

Enfim, o debate de ontem não muda a situação eleitoral na cidade de São Paulo, mas pode ter sido a pá de cal que faltava para enterrar as pretensões de Serra chegar ao segundo turno.

A constatação óbvia do debate de ontem é que o tucano está sem pegada, sem discurso e sem condições de se reabilitar.

Hoje, 12, a TV Fórum, em parceria com o Fora do Eixo, exibe seu segundo programa na Pós TV. Depois de entrevistar a deputada federal Luiza Erundina, desta vez o convidado será o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL, Carlos Giannazi

Giannazi é professor e está no segundo mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele será entrevistado por este que vos escreve, pelo jornalista e blogueiro Rodrigo Vianna (Escrivinhador), a blogueira e professora Maria Frô (Blog da Maria Frô) e o blogueiro Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania).

(mais…)

O blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, era o candidato oculto de uma chapa de direita (o nome já diz tudo, Reação) que disputou o DCE da USP em eleição que se encerrou ontem.  A chapa, inflada por seus  posts, numa ação que mostra em que nível a Veja chegou, o de ficar disputando eleição em DCE, teve apenas 2.660 votos de um conjunto de 13.134. Todas as outras chapas eram vinculadas a movimentos de esquerda, sendo que a vencedora, “Não vou me adaptar”, recebeu 6.964 votos.

A forma como a Veja e seu blogueiro “disputaram” a eleição foi o que motivou o recorde de votos neste processo eleitoral. Em média, participam de 7 a 8 mil alunos. Neste ano os votantes quase dobraram.

Como não há segundo turno nas eleições do DCE, houve um voto útil compreensível para derrotar a direita para a chapa “Não vou me adaptar”, onde boa parte dos integrantes têm vínculos com o PSoL e o PSTU.

Como Reinaldo ainda é jovem (deve estar com uns 50) ele tem tempo para aprender com a derrota. Este blog que já passou da fase de se envolver em disputas estudantis, parabeniza os vencedores e lhes deseja sucesso nas lutas que virão, pois o processo na USP da gestão Rodas não anda nada fácil. 
 
Mas parabeniza principalmente a comunidade acadêmica, incluindo professores e funcionários, que souberam se mobilizar pra derrotar nas urnas a direita da universidade  e seus propagandistas e “pensadores”.

Não sei o que está sendo pior para o Reinaldo, perder a eleição para o DCE da USP ou ver o que está acontendo com a dupla Demóstenes Torres e Policarpo Jr.

O PSOL vai protocolar no Supremo Tribunal Federal até o início de dezembro a ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) que pede o fim das concessões de radio e tv para políticos.
A ação foi preparada pelo Coletivo Intervozes, que por não ter legitimidade jurídica para ingressar diretamente com ação no Supremo, dialogou com alguns partidos para que assumissem a ação.
O PSOL se dispôs a comprar a briga.
Conversei há pouco com o deputado federal Ivan Valente (PSoL/SP) e ele me disse que essa ação tem por objetivo fazer com que o Supremo se posicione acerca de algo que em tese é proibido, mas que não é respeitado
O Artigo 54 da Constituição afirma que deputados e senadores, a partir do momento em que tomam posse, não podem “firmar ou manter contrato” ou “aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado” em empresa concessionária de serviço público. Rádios e televisões são justamente isso.
O artigo seguinte da Constituição, o de número 55, ainda diz que: “perderá o mandato o deputado ou senador que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior”.
Entre Câmara e Senado aproximadamente  100 parlamentares seriam sócios de Radio e/ou TV. E caso o STF aceite o pedido do PSoL poderão perder seus mandatos.
“A Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação é uma vergonha. É infestada de donos de veículos de comunicação. Isso não pode mais continuar desse jeito”, afirmou Valente.
O movimeto do PSoL indo so Supremo e o do PT realizando debate sobre o marco regulatório amanhã (ver post abaixo) são importantes para que o tema da democratização da comunicação volte à baila neste fim de ano.

Por André Rossi para a Rede Brasil Atual

São Paulo – O PT paulista enviou advogados para o TRE (Tribnunal Regional Eleitoral) a fim de liberar os votos do candidado do PSOL, Paulo Bufalo. A intenção é aumentar a quantidade de votos válidos e levar a disputa para o segundo turno.

Quando já eram apuradas mais de 93% dos votos no estado, Geraldo Alckmin (PSDB) liderava com 50,73% dos votos válidos. Mercadante tinha 35,07%. Nesse cenário, Búfalo estava zerado, pois seu vice, Aldo Josias dos Santos, teve a candidatura impugnada. Apesar de os votos do candidato do PSOL estarem sendo contados, eles não foram computados oficialmente.

Na sexta (1º), o PSOL protocolou a substituição de Santos por Antônio Carlos da Cruz, segundo o partido, dentro do prazo legal. O TRE decidiu que os votos de candidatos impugnados só seriam considerados quando houvesse decisão definitiva sobre as candidaturas. O PSOL diz que os votos de Bufalo serão informados pelo TRE aos advogados do partido na tarde de segunda-feira (4).