Explico: uma coisa é negar que existem conflitos sociais, e que tudo é regulado pela mão invisível (isto é direita), outra coisa é identificar que a esquerda e a direita não representam mais as lutas sociais, e daí seguem-se as buscas da “nova esquerda”, que faz com que a Esquerda oscile entre a social democracia liberal e o regime autoritário socialista. Mas, nada impede que a mudança venha de fora da direita e da esquerda. A esquerda um dia foi inventada, e um dia poderá acabar. Além disso, é fundamental que todo crítica da esquerda não seja combatida como uma posição de direita.
Adorei a ideia de que a esquerda é historicamente enraizada, pensa nos avós escravos e não nos netos libertos. Mas a história é um fármaco que pode curar quando doente, e adoecer quando saudável.
]]>Existe um equívoco básico em seu comentário. Os servidores públicos das agências não possuem salários de Marajás, mas sim justos. Eu sou servidor da Ancine e recebia um salário maior no mercado de trabalho antes de passar no concurso.
A distorção está exatamente nos salários que são pagos aos professores, pesquisadores, garis, balconistas e quaisquer outras profissões que deseje listar aqui. O próprio governo já afirmou que o salário mínimo deveria ser algo acima de R$3000,00 (não lembro qual foi a instituição nem o valor certo …).
Pela sua reclamação, ao criticar os salários da ANCINE (e por consequência de todas as agências regulatórias) fica a impressão que se os professores ganhassem os salários das agências e as agências ganhassem salários de professores a situação estaria “justa”. Estou com uma impressão errada ou é isso mesmo? Cobrir a cabeça para descobrir o pá (a ordem dos fatores não altera o produro) não resolve o problema.
O que precisaria ser feito no Brasil (e eu duvido que vá nessa direção, já que não interessa…) é um movimento similar ao da Koréia do Sul, aonde os professores foram valorizados não somente financeiramente, com um dos maiores salários pagos a servidores, mas também socialmente. Professor ir para sala de aula para ser desreipeitado ou até mesmo apanhar é um absurdo típico de sociedades permissivistas, que infelizmente é o caminho que o Brasil está trilhando.
Espero estar contribuindo para uma discussão saudável.
Grato.
]]>Só não entendo porque essa série de autocríticas vem APÓS a acirrada campanha presidencial explícita, majoritariamente acrítica, sustentada no extinto Biscoito Fino.
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