Gente, voltei para conversarmos um pouquinho mais sobre Jornalismo Wando, essa tendência inexorável que vem revolucionando pacificamente o jornalismo e diversos outros segmentos da sociedade. E hoje, novamente, é dia de post-homenagem.
Fui informado a respeito de um editorial escrito, na íntegra, com base nas normas da Escola Wando de Jornalismo. Eu, confesso, me emocionei bastante, gente. Como todos sabem, a imprensa escrita é rigorosíssima em seus Editoriais, prezando sempre pela formalidade e sisudez. Aí eu pergunto: por que isso, gente? Só porque é considerado espaço porta-voz do patrão, tem que necessariamente ser formal e sério? O JB provou que não e escreveu um Editorial em forma de carta de amor. Minha emoção veio da certeza de que o JW vem se consolidando definitivamente no jornalismo.
Analisarei e farei algumas pontuações necessárias. Confira:
O título do Editorial é: “Exemplo de funcionário público”
Introdução mais que perfeita. Percebam o cuidado no uso dos adjetivos e verbos sublinhados. Até eu, que amo Edu (Paes), achava que a Copa e as Olímpiadas no Brasil eram obras do Lula. O JB traz luz à desinformação.
“Como se não bastasse, Paes tem se mostrado um desbravador, com a realização de grandes obras, sem preferência por região e nem por empresa.”
“O prefeito também dá exemplo da dignidade que deve ter um funcionário público. Quinta-feira, ele estava em São Paulo. Na sexta, desembarcou em Roma, onde permaneceu trabalhando até sábado. No domingo, assistiu à Santa Missa do Domingo de Ramos para, em seguida, ser recebido pelo papa Bento XVI, a quem falou da Jornada Mundial da Juventude, e do próprio Rio de Janeiro.”
Bom, gente, esse parágrafo dispensa comentários. Trabalhador, honesto, cristão, digno – tudo o que a gente sonha para o próximo prefeito da nossa cidade. Dá até vontade de pegar Edu no colo, fazer cafuné e agradecê-lo por existir.
“Na segunda-feira, três dias antes do feriado de Quinta-Feira Santa, podendo esticar sua estada na Europa com sua família, no caso, sua esposa – fundamentalmente, em Paris, refúgio dos grandes ditadores africanos, que usufruem do dinheiro apropriado de seus pobres descendentes – Paes já estava no Rio, em seu gabinete, reunido com seu secretariado, dando exemplo de como deve ser um funcionário público, principalmente, quando vocacionado, quem sabe, para dirigir o país.”
Nossa, gente. Esse último parágrafo é de emocionar qualquer um, até mesmo aquele jornalista investigativo mais azedo. JB nos mostra um Edu tão magnífico que o Rio fica pequeno para ele. E é assim que o JB finaliza o seu editorial: alçando Edu à condição de melhor futuro candidato da República que esse país já teve, tem e terá.
Para fechar com chave de caramelo só faltou clamar apaixonadamente: “Não vá ainda, Edu. Fique mais 4 anos no Rio antes de virar o maior presidente da República da história desse país.”
Você pode acompanhar as respostas através do RSS 2.0 Você pode deixar comentário, or trackback.



Eu ia co co comentar… mas…mas… snif… estou sem condições.
Desculpe gente…. snif!
Ai Wan… me perdoe.
Amanhã nem vou ter condições de acompanhar o “Enconcontro com Fátima Bernardes”.