O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez uma visita relâmpago a Washington nesta quinta-feira (7) para se encontrar com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, na Embaixada húngara. Líder da extrema-direita global, Orbán está nos Estados Unidos para uma reunião com o presidente Donald Trump, prevista para esta sexta-feira.
Durante o encontro, Eduardo afirmou ter conversado “em detalhes” sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Segundo ele, Orbán demonstrou solidariedade e “torce pela anistia” no Congresso brasileiro.
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O parlamentar, que já afirmou ver no húngaro um modelo de governo de extrema direita, disse ao UOL que o premiê prometeu apoio pessoal e político. “Disse que a Hungria sempre estará de portas abertas para mim e minha família”, relatou.
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Contradição
Apesar de viver atualmente nos Estados Unidos como imigrante, Eduardo defendeu a rígida política migratória de Orbán, marcada por barreiras físicas e legais a estrangeiros. A posição foi vista como contraditória, já que o deputado mantém residência fora do Brasil enquanto apoia medidas de fechamento de fronteiras em outros países.
“O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán compartilha a mesma visão de mundo que Donald Trump”, afirmou o deputado foragido em suas redes. “Ambos, nacionalistas, defendem uma política migratória rigorosa. A Hungria não registra atentados terroristas, exceto um incidente em 2016, quando um artefato com pregos explodiu sem causar mortes”, completou.
Eduardo também tenta evitar uma aproximação entre o governo Lula e a administração Trump, que reabriram recentemente um canal de diálogo direto. Questionado se pediu a Orbán para interceder junto a Trump, respondeu com ironia: “Quem sabe...”.
Dois dias escondido na Embaixada
Em 2024, Jair Bolsonaro chegou a se abrigar por dois dias na embaixada da Hungria em Brasília, episódio revelado pelo New York Times, que apontou tentativa de evitar a Justiça brasileira. Sob Orbán, a Hungria tem sido criticada por perseguição política e restrições à liberdade de imprensa.