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25 de outubro de 2014, 20h45

#48hDemocracia discute o machismo de Aécio Neves

Convidados relembram postura agressiva do tucano com as candidatas adversárias, além da denúncia de agressão à namorada e a falta de propostas dele para o público feminino.

Convidados relembram postura agressiva do tucano com as candidatas adversárias, além da denúncia de agressão à namorada e a falta de propostas dele para o público feminino Por Redação Neste sábado (25) teve início mais uma edição do #48hDemocracia, projeto de cobertura colaborativa da revista Fórum sobre as eleições no país. Um dos assuntos debatidos durante o dia foi a questão dos direitos humanos. A conversa começou abordando a postura tomada pelo candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) durante os debates, considerada agressiva e preconceituosa em relação às mulheres. Ainda no primeiro turno, o tucano foi repreendido pela então candidata...

Convidados relembram postura agressiva do tucano com as candidatas adversárias, além da denúncia de agressão à namorada e a falta de propostas dele para o público feminino

Por Redação

Neste sábado (25) teve início mais uma edição do #48hDemocracia, projeto de cobertura colaborativa da revista Fórum sobre as eleições no país. Um dos assuntos debatidos durante o dia foi a questão dos direitos humanos. A conversa começou abordando a postura tomada pelo candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) durante os debates, considerada agressiva e preconceituosa em relação às mulheres.

Ainda no primeiro turno, o tucano foi repreendido pela então candidata Luciana Genro (PSOL) por esse motivo e a forma de tratar a presidenta Dilma Rousseff (PT) seguiu também de maneira desrespeitosa, segundo boa parte dos telespectadores. Os jornalistas Adriana Delorenzo, Anna Beatriz Anjos, Carolina Rovai, Ivan Longo e a colunista Jarid Arraes discutiram a questão.

Para eles, a atitude de Aécio fez com que ele perdesse votos entre as eleitoras. “Imagine conversar com uma pessoa que só olha para você com cara de deboche e ar de superioridade”, comentou Jarid. O grupo ressaltou que, por diversas vezes, as candidatas foram chamadas de “mentirosas” e “levianas”, algo que não aconteceu com os adversários homens. Além disso, pesa sobre Aécio a denúncia de agressão à namorada – hoje, esposa – em uma festa em 2009.

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Os convidados destacaram os avanços dos direitos femininos nos últimos 12 anos, como a aprovação da Lei Maria da Penha e a criação da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). Eles falaram também sobre a falta de aproximação do PSDB com outras temáticas ligadas aos direitos humanos, como a luta pela igualdade racial e as demandas da população LGBT. A jornalista Anna Beatriz lembrou a gafe cometida pela equipe de Aécio de divulgar um material com propostas para os indígenas, tendo ilustrado as peças com a figura de um indígena americano e estampas africanas.

Adriana Delorenzo reforçou que, quando tiveram oportunidade, os tucanos se posicionaram contra as cotas raciais e programas como o Prouni e o Bolsa Família. Eles sustentam uma proposta de reduzir o número de ministérios, caso ganhem as eleições. Para a jornalista, os primeiros a serem fechados seriam os ministérios voltados aos direitos humanos, já que o assunto nunca foi prioridade para o PSDB.

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