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07 de março de 2016, 11h17

‘Sequestro’, diz presidente do PT sobre condução coercitiva de Lula

"A oposição conservadora e seus parceiros na mídia monopolizada estão assanhados. Comemoram a condução coercitiva do companheiro Lula (um eufemismo para sequestro, que afrontou a Constituição e pisoteou a democracia) como se fora a antessala do fim do PT", escreveu Rui Falcão em sua página pessoal no Facebook.

“A oposição conservadora e seus parceiros na mídia monopolizada estão assanhados. Comemoram a condução coercitiva do companheiro Lula (um eufemismo para sequestro, que afrontou a Constituição e pisoteou a democracia) como se fora a antessala do fim do PT”, escreveu Rui Falcão em sua página pessoal no Facebook Por Redação O presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou uma mensagem nesta segunda-feira (7) em sua página pessoal no Facebook sobre a 24ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvo o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Para Falcão, a condução coercitiva de seu colega de partido para...

“A oposição conservadora e seus parceiros na mídia monopolizada estão assanhados. Comemoram a condução coercitiva do companheiro Lula (um eufemismo para sequestro, que afrontou a Constituição e pisoteou a democracia) como se fora a antessala do fim do PT”, escreveu Rui Falcão em sua página pessoal no Facebook

Por Redação

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou uma mensagem nesta segunda-feira (7) em sua página pessoal no Facebook sobre a 24ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvo o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Para Falcão, a condução coercitiva de seu colega de partido para prestar depoimentos, ocorrida na última sexta-feira (4), pode ser vista como um “sequestro que afrontou a Constituição e pisoteou a democracia”.

A operação desencadeou diversas manifestações de apoio a Lula pelo Brasil. A presidenta Dilma Rousseff divulgou uma nota e também se pronunciou no Palácio do Planalto a respeito do fato, que diz ter acompanhado com “absoluto inconformismo”. Ministros como Jaques Wagner (Casa Civil), Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) e Edinho Silva (Comunicação Social) defenderam publicamente o ex-presidente.

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Artistas e intelectuais como a jornalista Barbara Gancia, o ator José de Abreu, os cineastas Jorge Furtado e Tata Amaral, o escritor Fernando Morais, o sociólogo Emir Sader e o professor de filosofia Renato Janine Ribeiro foram alguns dos que se colocaram em apoio ao líder petista.

Leia abaixo a postagem de Rui Falcão na íntegra:

O sequestro de Lula e o saudosismo de 1964

A oposição conservadora e seus parceiros na mídia monopolizada estão assanhados. Comemoram a condução coercitiva do companheiro Lula (um eufemismo para sequestro, que afrontou a Constituição e pisoteou a democracia) como se fora a antessala do fim do PT, do declínio do melhor presidente que o Brasil já teve e, por que não, do encerramento antecipado do governo Dilma.

Incomodados com a reação popular solidária ao Lula, burocratas de vários órgãos do aparelho de Estado incensados por jornalistas de direita apelam aos militares, invocando um artigo da Constituição, a qual recitam de manhã para rasgar à tarde.

Numa ação coordenada, pretendem transformar os manifestantes do dia 13 de março, nos golpistas de 1º de abril de 1964, que instauraram uma ditadura sanguinária no País.

Vamos continuar em vigília permanente, mobilizados e prontos para continuar lutando pelo nosso projeto, pela democracia, contra o golpe, em defesa do Lula, do governo Dilma e de mudanças na atual política econômica.

Vamos participar, organizadamente, das manifestações do dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, e das datas convocadas pela Frente Brasil Popular: 18 e 31 de março.

Rui Falcão, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores

Foto de capa: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

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