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27 de setembro de 2015, 12h24

A cada 48 horas, uma mulher registra boletim de ocorrência por assédio nos trens de SP

Dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação revelam que dois em cada três casos registrados (69%) ocorreram nos horários de pico Por Redação A cada 48 horas, uma mulher registra boletim de ocorrência por assédio na Companhia do Metropolitano (Metrô) e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A informação foi obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação. O Estadão também descobriu que dois em cada três casos registrados (69%) ocorreram nos horários de pico. Entre janeiro e agosto deste ano, cem queixas de assédio...

Dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação revelam que dois em cada três casos registrados (69%) ocorreram nos horários de pico

Por Redação

A cada 48 horas, uma mulher registra boletim de ocorrência por assédio na Companhia do Metropolitano (Metrô) e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A informação foi obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.

O Estadão também descobriu que dois em cada três casos registrados (69%) ocorreram nos horários de pico. Entre janeiro e agosto deste ano, cem queixas de assédio chegaram às autoridades. No mesmo período de 2014, foram 65 – o que determina um aumento de 53% de lá para cá. Entre as vítimas que fizeram denúncia à polícia, há mulheres de 11 a 57 anos, sendo que 65% têm entre 18 e 29. Elas relatam, segundo o jornal, “ter sido perseguidas, ameaçadas, agredidas, apalpadas e filmadas”.

As linhas com maior número de passageiros – Azul e Vermelha – concentram a maioria dos registros (84%). Nesse quesito, a Sé é campeã: 19% dos casos foram notificados na estação. Segundo o Metrô, entretanto, isso não significa que nela ocorram de fato mais assédios: é necessário considerar que concentra o maior número de desembarques.

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Ainda de acordo com a reportagem, mesmo acompanhadas, as mulheres não escapam da ação dos assediadores: algumas estavam com a mãe ou com o companheiro, por exemplo, quando o fato aconteceu. Dentre os episódios relatados, há casos de “homens que se masturbaram e ejacularam na roupa das vítimas” e até uma ocorrência de estupro.

(Foto: Anna Beatriz Anjos)

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