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16 de outubro de 2018, 20h26

A pedido de Bolsonaro, TSE adia reunião sobre combate a fake news

Campanha do candidato do PSL, endossada por seus apoiadores, vem se pautando em mentiras e calúnias contra o candidato do PT, Fernando Haddad; uma das principais fake news disseminadas por Bolsonaro, a do "kit gay", foi alvo do TSE nesta terça-feira

Reprodução/Youtube
Nesta terça-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou uma reunião sobre combate a fake news com representantes das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O cancelamento da reunião se deu por conta de um pedido da equipe do capitão da reserva, que tem participado de atos públicos e entrevistas mas se recusado a comparecer em debates eleitorais. O encontro deve acontecer na quarta-feira (17), ainda sem horário definido. O objetivo é, junto aos técnicos do TSE, construir um pacto para conter as fake news no período das eleições. A maior parte das informações falsas, mentiras e...

Nesta terça-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou uma reunião sobre combate a fake news com representantes das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O cancelamento da reunião se deu por conta de um pedido da equipe do capitão da reserva, que tem participado de atos públicos e entrevistas mas se recusado a comparecer em debates eleitorais.

O encontro deve acontecer na quarta-feira (17), ainda sem horário definido. O objetivo é, junto aos técnicos do TSE, construir um pacto para conter as fake news no período das eleições.

A maior parte das informações falsas, mentiras e calúnias partem da campanha e de apoiadores de Bolsonaro, principalmente em grupos de Whatsapp e redes sociais. Nas últimas semanas,  o TSE já mandou tirar do ar dezenas de fake news contra a candidata a vice-presidente pela chapa do PT, Manuela D’Ávila (PCdoB). Na segunda-feira (15), um vídeo difamatório contra Manuela também teve que ser retirado do ar.

Hoje, mais cedo, o tribunal também mandou retirar do ar uma das principais fake news que vem disseminada por Bolsonaro e seus eleitores: a de que Haddad teria criado o chamado “kit gay”.  Diz a decisão: “Nesse quadro, entendem comprovada a difusão de fato sabidamente inverídico, pelo candidato representado e por seus apoiadores, em diversas postagens efetuadas em redes sociais, requerendo liminarmente a remoção de conteúdo. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC… gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político”. Saiba mais aqui.

Veja também:  Reações à fala preconceituosa de Bolsonaro sobre Paraíba repercutem na imprensa internacional

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