À Beira da Palavra

  • Parabéns, São Paulo – Teu mar arde em meus olhos

    PARABÉNS, SÃO PAULO – TEU MAR ARDE EM MEUS OLHOS São Paulo, teu peito é um desbarranco Teu mar arde em meus olhos São Paulo boteco, carquéra e cascaio. Teus cachorros montam cabritos E aqui até as pombas aprendem a cantar São Paulo oito cores no arco-íris Céu rosa e roxo, pincel sujo Teu crepúsculo […]

  • “A PM censura poesia na Bahia ou apenas assassina pretos?”

    Por Allan da Rosa/Edições Toró Na Bahia, a poeta e professora Lívia Natália é pressionada por publicar o poema “Quadrilha”. Junto com ela, dentro dela e ao seu redor toda a liberdade de expressão e a reflexão da arte, da ficção e da Poesia podem ser estranguladas quando se vislumbra que a pressão da PM […]

  • A caneta do governador é o cassetete. E o jornal é seu escrivão

    A caneta de Geraldo Alckmin é o cassetete, sempre foi. A lousa em sua escola é o escudo da PM. Os melhores professores do seu colégio estão assinando editoriais e apresentando as notícias na TV. Os piores prestam o concurso anual pra entrar na corporação Por Allan da Rosa A caneta de Geraldo Alckmin é […]

  • Consciência negra na Educação e na escola (para além de novembro)

    Pra que se desenhe um programa que lute contra os detalhes, as sutilezas e os rombos do racismo o ano inteiro e não apenas montar uma palestra e um show em novembro em sua escola, vem estas sugestões mirando o sabor das dúvidas e o encanto dos corpos pensantes. Dialogando com as disciplinas e lugares, […]

  • A limpa da lameira nas ocupações das escolas de São Paulo

    Em São Paulo metralham de cima pra baixo uma Educação oficial rala. Aliás, faz décadas que chamar isso de educacão já é mesclar ilusão e má-fé. Ela continua a gerar entupimentos e lameiras perpétuas e se enrijece no reforço escolar praticado nos out-doors e nas aulas porcas, de mediocridade, ministradas pelas tevês e jornais que […]

  • Terrorismo, seus patrocinadores e a manipulação dos nossos afetos

    Na quinta-feira, 40 mortos muçulmanos num atentado em Beirute. Atentado assumido pelo mesmo Estado Islâmico. Já a comoção mundial e as campanhas televisivas… Nem um milímetro. Por quê? Lamento todos os mortos. Todos. Os das famílias parisienses e das cearenses, das palestinas e das guaranis nas beiras das estradas de soja. As das famílias de […]

  • Emancipação da mulher em Moçambique: da cosmética para o divino!

    “Quais lutas as moçambicanas enfrentaram pela independência nacional e quais os desafios atuais pela independência cotidiana, desde seus ritos de iniciação até as esferas institucionais e econômicas?” *** (Agora é que são Elas) Emancipação da mulher em Moçambique: da cosmética para o divino! Por Tina Mucavele Quero falar sobre a minha vivência no feminino Moçambicano, […]

  • Agora é que são elas: pode a subalterna falar-escrever?

    Não foi mero jogo retórico a célebre frase “ o lixo vai falar”, da pensadora e feminista negra Lélia Gonzalez, em “Racismo e sexismo na sociedade brasileira”. É necessário falar, é necessária a construção de um novo sistema de escritura. Novo, mas antigo e que já vem de longe. Rosane Borges questiona silêncio e tutela, […]

  • Vivendo o dessilenciamento: quando todo o corpo é voz!

    (por Jenyffer Nascimento) O imaginário construído sobre as mulheres pobres, periféricas, suburbanas, faveladas e marginalizadas perversamente sempre nos coloca em posições desprivilegiadas, de opressão e submissão. Sai década, entra década, permanecemos marcadas pelo estigma da violência, da fragilidade e da objetificação dos nossos corpos. Somos retratadas de forma distorcida na televisão, no cinema, nas narrativas […]

  • Agora é que são elas, ou melhor, por que o antes é o tempo da ausência?!

    Onde estão as mulheres negras na História do Brasil? Onde as ideias e vivências das companheiras de Machado de Assis, Luiz Gama e José do Patrocínio? Na série “Agora é que são elas”, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto desafia versões oficiais e também as dissonantes, questionando a si mesma e as lacunas nas pesquisas […]

  • Não precisamos de Princesa Isabel! (Agora é que são elas!)

    Neste início de novembro, nós homens com espaços nos veículos de comunicação e mídia recebemos a chamada da campanha “Agora é que são elas!”. Por uma semana os textos serão assinados exclusivamente por mulheres e nós praticaremos os raros atos de ouvir e ler as ideias, experiências, reflexões e horizontes femininos. O que não pode […]

  • O ENEM – Sobre a macheza, Simone de Beauvoir e questões negras

    “Domingo à noite, abandonávamos as amarras elegantes do ceticismo e nos esbaldávamos com a esplêndida animalidade dos negros da Rua Blomet!” (Simone de Beauvoir, no deslumbramento dos anos 40 – Publicado em “A Força da Idade”, em 1960) Grandeza o tema da redação do Enem. Questionando o miolo da covardia que predomina, as suas contradições […]