Imprensa livre e independente
01 de junho de 2018, 10h07

Abin investiga participação das Forças Armadas e das PMs na greve dos caminhoneiros

O objetivo dos militares seria aproveitar o momento de extrema fragilidade política do governo Temer para provocar uma intervenção militar no país

Três agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ouvidos pelo repórter Allan Abreu, da piauí, sob a condição do anonimato confirmaram que a agência está investigando a participação de integrantes das Forças Armadas e das Polícias Militares estaduais na greve dos caminhoneiros. O objetivo dos militares, de acordo com a revista, seria aproveitar o momento de extrema fragilidade política do governo Temer para provocar uma intervenção militar no país. A desconfiança sobre a presença de militares começou a se desenhar na última semana, quando cresceu a violência entre os caminhoneiros, inclusive com a morte de um deles em Rondônia, na quarta-feira (30)....

Três agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ouvidos pelo repórter Allan Abreu, da piauí, sob a condição do anonimato confirmaram que a agência está investigando a participação de integrantes das Forças Armadas e das Polícias Militares estaduais na greve dos caminhoneiros.

O objetivo dos militares, de acordo com a revista, seria aproveitar o momento de extrema fragilidade política do governo Temer para provocar uma intervenção militar no país.

A desconfiança sobre a presença de militares começou a se desenhar na última semana, quando cresceu a violência entre os caminhoneiros, inclusive com a morte de um deles em Rondônia, na quarta-feira (30). Também surgiram atos de sabotagem. Os parafusos dos trilhos da linha férrea de Bauru foram retirados, provocando o descarrilamento de um trem carregado de combustível.

Em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, manifestantes bloquearam a entrada do quartel do Exército no domingo, 27 de maio, pedindo intervenção militar no país. No Rio, segundo a Polícia Rodoviária Federal, há indícios de envolvimento de milicianos no movimento. A Abin também estranha a falta de pulso da polícia nos mais de 500 pontos de bloqueio de caminhões que se formaram no Brasil nos dias de greve. Os agentes comparam com a paralisação de 2015, que durou três dias. Na época, não houve desabastecimento de combustíveis, alimentos e remédios, como desta vez. “Havia uma ação mais enérgica da polícia. Por que não houve desta vez? É estranho”, questionou um dos agentes.

Veja também:  Horda de hunos: Miguel Nicolelis se posiciona sobre destruição das universidades públicas

A Câmara Criminal da Procuradoria Geral da República tem informações sobre a infiltração de militares na greve, mas, nesse caso, segundo a procuradora Luiza Frischeisen, coordenadora da Câmara Criminal, a investigação formal cabe ao Ministério Público Militar. “É algo muito grave que precisa ser apurado”, afirmou Frischeisen. Procurado pela piauí, o promotor Adriano Alves Marreiros, do MPM, não quis se manifestar.

Leia mais sobre o assunto na Piauí 

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum