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11 de maio de 2018, 16h18

Abril tem prejuízo de R$ 331,6 milhões e pode falir, diz auditoria

O patrimônio líquido negativo da empresa atingiu R$ 715,93 milhões no fim de 2017

A Abril Comunicações S.A., empresa que edita, entre outras as revistas Veja e Exame, registrou um prejuízo consolidado de R$ 331,6 milhões em 2017, um valor 140% maior do que os R$ 137,8 milhões de prejuízo apurados em 2016. O balanço da editora foi divulgado em 30 de abril de 2018. A auditoria feita pela empresa PwC (PricewaterhouseCoopers) aponta o que chama de “incerteza relevante” nos dados do balanço da Abril. A auditoria afirma ainda que os prejuízos foram impactados por receitas e despesas “não recorrentes” e que visam reequilibrar suas finanças. A empresa de auditoria afirma, no entanto, haver incerteza com...

A Abril Comunicações S.A., empresa que edita, entre outras as revistas Veja e Exame, registrou um prejuízo consolidado de R$ 331,6 milhões em 2017, um valor 140% maior do que os R$ 137,8 milhões de prejuízo apurados em 2016. O balanço da editora foi divulgado em 30 de abril de 2018.

A auditoria feita pela empresa PwC (PricewaterhouseCoopers) aponta o que chama de “incerteza relevante” nos dados do balanço da Abril. A auditoria afirma ainda que os prejuízos foram impactados por receitas e despesas “não recorrentes” e que visam reequilibrar suas finanças.

A empresa de auditoria afirma, no entanto, haver incerteza com relação à continuidade das operações do grupo. Parte disso estaria relacionada ao patrimônio líquido negativo de R$ 715,93 milhões da Abril no fim de 2017. No ano anterior, esse valor estava negativo em R$ 414,2 milhões.

Demissões

Em dezembro de 2017, a Abril anunciou internamente 130 demissões. No mercado, fala-se na possibilidade de recuperação judicial. Recentemente, o presidente Walter Longo foi demitido pela família Civita e substituído pelo vice-presidente jurídico, Arnaldo Figueiredo Tibyriçá – num sinal de que a editora prepara a renegociação de suas dívidas com o mercado.

Veja também:  Governo Bolsonaro manobra para dificultar investigações com dados do Coaf

Em janeiro deste ano, foram mais cem demissões. Já em março, o Ministério Público do Trabalho (MPT) propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à editora contra demissões em massa na empresa sem negociação prévia com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP).

Leia a íntegra da matéria no Poder 360

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