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30 de outubro de 2014, 14h42

Advogado de Youssef nega participação em divulgação de depoimento

Antonio Figueiredo Basto negou participação na divulgação de trecho da delação premiada e declarou que na data citada pela revista Veja não houve depoimento de seu cliente

Antonio Figueiredo Basto negou participação na divulgação de trecho da delação premiada e declarou que na data citada pela revista Veja não houve depoimento de seu cliente Por Redação O advogado que defende Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, negou envolvimento na divulgação de dados que teriam sido revelados pelo doleiro no processo de delação premiada. “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida”, disse Antonio Figueiredo ao jornal O Valor. A suposta revelação de que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula tinham conhecimento de um caso de corrupção na Petrobras foi matéria de...

Antonio Figueiredo Basto negou participação na divulgação de trecho da delação premiada e declarou que na data citada pela revista Veja não houve depoimento de seu cliente

Por Redação

O advogado que defende Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, negou envolvimento na divulgação de dados que teriam sido revelados pelo doleiro no processo de delação premiada. “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida”, disse Antonio Figueiredo ao jornal O Valor. A suposta revelação de que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula tinham conhecimento de um caso de corrupção na Petrobras foi matéria de capa da revista Veja da última sexta-feira (24). A reportagem gerou uma resposta de Rousseff em seu último programa eleitoral, em que afirmou que vai processar a publicação.

No mesmo dia em que a revista Veja chegou às bancas, a Polícia Federal abriu investigação para apurar o “acesso de terceiros” ao depoimento de Alberto Youssef. O advogado do doleiro disse que o fato “tem que ser apurado” e que ele deseja uma “apuração rigorosa”. Antonio Basto já integrou o conselho da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que é governado por Beto Richa, do PSDB, e que foi reeleito no pleito deste ano.

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“Eu não tenho nenhuma relação com o PSDB. Me desliguei em 2002 do conselho da Sanepar. Não tenho vínculo partidário e nem pretendo ter. Nem com o PSDB, nem com o PT, nem com partido algum”, disse Basto ao Valor. A matéria da publicação da editora Abril afirma que a declaração de Youssef aconteceu no dia 22 de outubro, o que é negado por Basto. “Nesse dia, não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”, defende-se Basto, que também criticou a revista Veja e disse que as afirmações não passam de mentira “ou má-fé mesmo”.

Foto: Pragmatismo Político

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