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15 de março de 2016, 16h02

Aécio recebeu propina de Furnas e banco maquiou dados para livrá-lo do mensalão, acusa Delcídio

Em sua delação premiada, o senador também afirma que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos atuou para a contratação da Impsa para as obras de Belo Monte

Em sua delação premiada, o senador também afirma que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos atuou para a contratação da Impsa para as obras de Belo Monte Da Redação Em sua delação, homologada nesta terça-feira (15/03) pelo ministro do STF Teori Zavascki, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – que disputou o segundo turno das eleições presidenciais de 2014 contra a presidenta Dilma Rousseff – era favorecido por um esquema de corrupção em Furnas, que seria operado pelo diretor Dimas Toledo. Além de políticos do PSDB, a atuação de Toledo na estatal até...

Em sua delação premiada, o senador também afirma que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos atuou para a contratação da Impsa para as obras de Belo Monte

Da Redação

Em sua delação, homologada nesta terça-feira (15/03) pelo ministro do STF Teori Zavascki, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – que disputou o segundo turno das eleições presidenciais de 2014 contra a presidenta Dilma Rousseff – era favorecido por um esquema de corrupção em Furnas, que seria operado pelo diretor Dimas Toledo.

Além de políticos do PSDB, a atuação de Toledo na estatal até 2002, durante o governo FHC, também favoreceria líderes do PP. As afirmações são parte dos depoimentos prestados por Delcídio para o Ministério Público Federal no mês passado. O documento lembra que as denúncias contra Aécio relacionadas à Furnas já havia sido citadas “en passant” por outro delator, o doleiro Alberto Youssef.

O senador também acusou o Banco Rural de ter maquiado demonstrativos internos na época das investigações do mensalão como forma de evitar que o escândalo atingisse Aécio Neves, então governador de Minas, e seu vice, Clesio Andrade. Segundo Delcídio, a instituição financeira pediu uma ampliação do prazo para a entrega de sigilos bancários à CPI que apurava o caso para conseguir alterar documentos para esconder a origem mineira do escândalo.

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Delcídio também citou outro presidenciável de 2014 em seu depoimento. Ele acusou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo em agosto daquele ano, de fazer pressão para que a Impsa fosse contratada para fornecer equipamentos para a Usina de Belo Monte.

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