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15 de janeiro de 2018, 12h33

Agora a PF mira Haddad, que foi indiciado por campanha de 2012

Segundo nota, a equipe do ex-prefeito diz ter "confiança" de que a ação será bloqueada pela Justiça, "da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa"

Segundo nota, a equipe do ex-prefeito diz ter “confiança” de que a ação será bloqueada pela Justiça, “da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa” Da Redação* A bola da vez da Polícia Federal, ao que parece, é o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que acaba de indiciá-lo por falsidade ideológica, com base nas investigações da operação “Cifra Oculta”, realizada em julho do ano passado. O indiciamento, feito em 4 de janeiro pelo delegado João Luiz Moraes Rosa, foi encaminhado à Justiça Eleitoral. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique...

Segundo nota, a equipe do ex-prefeito diz ter “confiança” de que a ação será bloqueada pela Justiça, “da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa”

Da Redação*

A bola da vez da Polícia Federal, ao que parece, é o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que acaba de indiciá-lo por falsidade ideológica, com base nas investigações da operação “Cifra Oculta”, realizada em julho do ano passado. O indiciamento, feito em 4 de janeiro pelo delegado João Luiz Moraes Rosa, foi encaminhado à Justiça Eleitoral.

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A investigação apura crimes eleitorais e de lavagem de dinheiro relacionados à campanha de Haddad em 2012 para a Prefeitura de São Paulo, quando ele foi eleito.

As apurações miram dívidas da campanha referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões. A gráfica responsável pertencia a familiares do ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza (PT), que também foi indiciado pela PF.

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Por meio de sua Assessoria, o ex-prefeito Fernando Haddad negou enfaticamente envolvimento em irregularidades na campanha de 2012.

“Não há o mínimo indício de qualquer participação de Fernando Haddad nos atos descritos por um colaborador sem credibilidade, cujas declarações já foram colocadas sob suspeita em outros casos. O uso descuidado do indiciamento sem elementos concretos de prova banaliza o instituto que deveria ser reservado para situações em que ao menos haja indicio de envolvimento de alguém em atos ilícitos.

O delegado desconsiderou o depoimento do dono da gráfica, o empresário Francisco Carlos de Souza que negou ter recebido recursos da UTC para quitar divida de campanha do ex-prefeito Fernando Haddad.

O delegado também desconsiderou as provas apresentadas que atestam a suspensão da única obra da UTC na cidade, o túnel da avenida Roberto Marinho, em fevereiro de 2013, data anterior portanto ao suposto pagamento. Da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa foram bloqueadas pela Justiça, temos a confiança que está terá o mesmo destino.”

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Também foi indiciado o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. A lista ainda tem o coordenador da campanha de Haddad, o ex-vereador Chico Macena, e outras três pessoas. Entre elas, estão outras pessoas ligadas à gráfica LWC e Cândido & Oliveira Gráfica Ltda.: Zuleika Lopes Maranhão de Souza, ex-mulher do ex-deputado, Gilberto Quirino de Souza, irmão do ex-deputado, e Ronaldo Cândido de Jesus, todos sócios da empresa.

O ex-vereador Chico Macena (PT-SP) negou ter havido irregularidades na campanha de Haddad de 2012. “O indiciamento não tem fundamento, na nossa opinião. Não houve nenhuma irregularidade por parte da campanha. Vamos nos defender na Justiça”, disse.

*Com informações da Folha

Foto Lula Marques/ AGPT

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