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17 de junho de 2019, 14h26

Alexandre de Moraes defende prisão de quem vazou mensagens de Moro e Dallagnol

As declarações de Moraes destoam do colega Gilmar Mendes que, em entrevista à revista Época, disse que as conversas apontam que "quem operava a Lava Jato era o Moro" e chamou Dallagnol de "bobinho"

Alexandre de Moraes (Arquivo/STF)
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta segunda-feira (17) a prisão dos responsáveis por vazar mensagens trocadas entre o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da Lava Jato. “No atual momento temos que, primeiro, rapidamente apurar e prender os criminosos que invadiram comunicações de agentes públicos, colocando em risco a própria segurança dessas pessoas. Em um segundo momento, a partir do conjunto das informações, poderemos tirar algumas conclusões”, disse Moraes, em rápida entrevista antes de palestra em evento da Bandnews. Moraes...

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta segunda-feira (17) a prisão dos responsáveis por vazar mensagens trocadas entre o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da Lava Jato.

“No atual momento temos que, primeiro, rapidamente apurar e prender os criminosos que invadiram comunicações de agentes públicos, colocando em risco a própria segurança dessas pessoas. Em um segundo momento, a partir do conjunto das informações, poderemos tirar algumas conclusões”, disse Moraes, em rápida entrevista antes de palestra em evento da Bandnews.

Moraes argumentou que a autenticidade das mensagens precisa ser verificada e que elas não afetam a “importância histórica” da Lava Jato no combate à corrupção.

As declarações de Moraes destoam do colega Gilmar Mendes que, em entrevista à revista Época, disse que as conversas apontam que “quem operava a Lava Jato era o Moro” e chamou Dallagnol de “bobinho”.

Gilmar afirmou ainda que, em sua avaliação, os diálogos podem anular a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex em Guarujá (SP).

Veja também:  Vaza Jato: Interferência de Moro causou bate-boca entre Dallagnol e Carlos Fernando

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