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05 de dezembro de 2013, 16h35

Aloysio Nunes é novamente ligado a esquema de corrupção em SP

Em cópia de e-mail, Jorge Fagali Neto, apontado como intermediador de propinas por parte da Alstom, dá dicas ao então coordenador de campanha de José Serra sobre como o governo paulista poderia obter verbas para trens

Em cópia de e-mail, Jorge Fagali Neto, apontado como intermediador de propinas por parte da Alstom, dá dicas ao então coordenador de campanha de José Serra sobre como o governo paulista poderia obter verbas para trens Da Redação O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer já havia citado o senador Aloysio Nunes em relatório onde mostra “a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo” (Foto: Pedro França/Agência Senado) O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) voltou a ter seu nome ligado ao escândalo de corrupção tucano em São Paulo, chamado de “propinoduto tucano”. Nunes teria recebido dicas de...

Em cópia de e-mail, Jorge Fagali Neto, apontado como intermediador de propinas por parte da Alstom, dá dicas ao então coordenador de campanha de José Serra sobre como o governo paulista poderia obter verbas para trens

Da Redação

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer já havia citado o senador Aloysio Nunes em relatório onde mostra “a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo” (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) voltou a ter seu nome ligado ao escândalo de corrupção tucano em São Paulo, chamado de “propinoduto tucano”. Nunes teria recebido dicas de como o governo estadual deveria agir no setor de transportes, quando era coordenador da campanha de José Serra (PSDB) ao governo do estado, em 2006.

Cópia de e-mail em posse da Polícia Federal mostra que Jorge Fagali Neto, apontado como lobista da multinacional francesa Alstom e intermediador de propinas do cartel de trens, sugeriu ao senador o aditamento de US$ 95 milhões a um contrato assinado com o Banco Mundial.

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Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, em abril de 2008, no segundo ano da gestão Serra, o governo assinaria com o Banco Mundial, conforme sugerido pelo consultor, um aditamento de R$ 95 milhões ao contrato de R$ 209 milhões de 2002.

Fagali é um dos 11 indiciados pela Polícia Federal por suspeita de ilegalidades envolvendo contratos da Alstom com o governo estadual. Os investigadores afirmam que ele cometeu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Fagali nega.

Antes de se tornar consultor da Alstom, Jorge Fagali Neto foi secretário dos Transportes em 1994 (no governo Luiz Antônio Fleury Filho), tendo sucedido Aloysio, que deixou o cargo em 1993. Hoje, Fagali tem US$ 6,5 milhões bloqueados na Suíça por suspeita de lavagem de dinheiro.

O e-mail de Fagali ao tucano chegou às mãos da Polícia Federal por meio de uma ex-funcionária do consultor chamada Edna da Silva Flores. Ela foi secretária pessoal de Fagali entre 2006 e 2009.

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Segundo Edna, “Fagali trocava e-mails com Aloysio Nunes acerca de licitações de metrô em SP”. Ela ainda falou sobre a amizade de Fagali com outros políticos, como Serra, de quem era “muito amigo”. “Jorge Fagali Neto (…) viajou com Serra para o Japão com a finalidade de tratar de assuntos financeiros do metrô de São Paulo”, disse no depoimento anexado aos autos da polícia.

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