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25 de julho de 2017, 18h03

Alta da gasolina: Por muito menos, Dilma foi alvo de machismo e misoginia

Há exatamente dois anos, às vésperas do impeachment, Dilma era alvo de um dos ataques mais baixos que poderia ser feito a qualquer pessoa: um adesivo que a retratava de pernas abertas e que era colado na entrada do tanque de combustível – uma forma de ‘protesto’ contra o aumento no preço da gasolina que, na época, ficou em torno de 10 centavos mais cara. Com Temer, preço aumentará em cerca de 40 centavos, mas protestos são muito mais “amigáveis”  Por Redação  Um dos assuntos mais falados do país, desde a semana passada, é o aumento no preço dos combustíveis...

Há exatamente dois anos, às vésperas do impeachment, Dilma era alvo de um dos ataques mais baixos que poderia ser feito a qualquer pessoa: um adesivo que a retratava de pernas abertas e que era colado na entrada do tanque de combustível – uma forma de ‘protesto’ contra o aumento no preço da gasolina que, na época, ficou em torno de 10 centavos mais cara. Com Temer, preço aumentará em cerca de 40 centavos, mas protestos são muito mais “amigáveis” 

Por Redação 

Um dos assuntos mais falados do país, desde a semana passada, é o aumento no preço dos combustíveis anunciado pelo governo federal. A tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro e, em alguns postos, na bomba, o preço poderia ser elevado em até R$0,60. No início da tarde desta terça-feira (25), um juiz federal de Brasília determinou a suspensão imediata do decreto que impõe o aumento. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer.

É nítida a revolta de grande parte da população com o anúncio do aumento no preço dos combustíveis. Nas redes sociais, memes criticam o presidente Michel Temer e nos grupos de Whatsapp há pessoas convocando protestos. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por sua vez, voltou a inflar o pato amarelo da campanha “Não vou pagar o pato”, que acabou se tornando símbolo do impeachment. Os “protestos” contra este aumento, que é considerado o maior em 13 anos, no entanto, param por aí.

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Quando a ex-presidenta Dilma Rousseff anunciou o aumento do preço dos combustíveis no primeiro semestre de 2015, os “protestos” foram muito mais intensos e violentos. O ápice foi quando, há exatamente dois anos, em julho, virou moda entre motoristas anti-Dilma colarem na entrada do tanque de combustível de seus carros adesivos que retratavam a ex-presidenta de pernas abertas, para que, quando ocorresse o abastecimento, passasse a sensação de que a bomba de gasolina está penetrando sexualmente a figura falsa da presidenta, em uma clara apologia ao estupro. À época, o ‘protesto’ foi tido como misógino, machista e um dos ataques mais baixos já feitos a uma chefe de Estado. Dilma foi à Justiça e o adesivo foi retirado de circulação.

Além dos adesivos machistas, era comum, na época, ver caminhoneiros com bandeiras pedindo o impeachment penduradas em seus caminhões e paralisações de motoristas.

Nas redes sociais, internautas classificaram a diferença de tratamento entre Dilma, uma mulher, e Temer, um homem, como misoginia.

Já Dilma, por sua vez, criticou o novo aumento em nota divulgada no sábado (22). “O governo golpista superestimou o déficit de 2017, elevando-o a R$ 139 bilhões. Com o truque, acreditava que teria folga para, depois, jactar-se de ter cumprido a meta. Mas nem a elevação forjada da previsão de déficit evitou um vexame. A meta superestimada vai estourar e, em desespero, o governo está aumentando impostos. A imprensa noticia que a gasolina já está sendo vendida a mais de R$ 4 o litro. É o maior aumento de preço em 13 anos”, escreveu.

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