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17 de agosto de 2018, 18h33

Amorim: Só governo talibã, no Afeganistão, desconheceu decisão de conselho da ONU

Para o ex-chanceler e integrante da defesa do ex-presidente Lula, Celso Amorim, se o Brasil descumprir a decisão das Nações Unidas, será "um pária no sistema internacional"

Na tarde desta sexta-feira, os advogados de defesa do ex-presidente Lula concederam entrevista coletiva sobre a decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a candidatura do ex-presidente Lula nas eleições de 2018. O ex-chanceler Celso Amorim comentou sobre a possibilidade do governo brasileiro descumprir a decisão da ONU. A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais deste ano. “Se o Brasil não cumprir com essa decisão, será um pária no sistema internacional. Eu só lembro...

Na tarde desta sexta-feira, os advogados de defesa do ex-presidente Lula concederam entrevista coletiva sobre a decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a candidatura do ex-presidente Lula nas eleições de 2018. O ex-chanceler Celso Amorim comentou sobre a possibilidade do governo brasileiro descumprir a decisão da ONU.

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais deste ano.

“Se o Brasil não cumprir com essa decisão, será um pária no sistema internacional. Eu só lembro de um país que descumpriu esse tipo de decisão: o Afeganistão, quando era governado pelo Talibã”, disse Celso Amorim, ex-chanceler e um dos defensores de Lula, durante a coletiva.

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