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18 de junho de 2019, 10h36

Antes de ir ao Congresso, Glenn Greenwald diz que informações mais fortes ainda não sairam

Conselho do Senado chamou diretor do site responsável pelo Vaza Jato para audiência; associação comandada pela TV Globo se absteve de apoiar

O jornalista Glenn Greenwald, diretor do site The Intercept Brasil, disse em entrevista à rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira (18) que as informações de maior impacto obtidas por meio das conversas de Telegram interceptadas de procuradores da Lava Jato ainda não foram divulgadas. “Essa reportagem vai durar quatro, cinco, seis meses. Ainda há muito material relevando e vamos publicar até o final”, disse Greenwald, defendendo que a equipe do The Intercept tem sido cuidadosa com o material obtido, confirmando as procedências, o que justificaria o que os entrevistadores chamaram de “demora” para concluir as reportagens. Nesta segunda (17) Greenwald...

O jornalista Glenn Greenwald, diretor do site The Intercept Brasil, disse em entrevista à rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira (18) que as informações de maior impacto obtidas por meio das conversas de Telegram interceptadas de procuradores da Lava Jato ainda não foram divulgadas.

“Essa reportagem vai durar quatro, cinco, seis meses. Ainda há muito material relevando e vamos publicar até o final”, disse Greenwald, defendendo que a equipe do The Intercept tem sido cuidadosa com o material obtido, confirmando as procedências, o que justificaria o que os entrevistadores chamaram de “demora” para concluir as reportagens.

Nesta segunda (17) Greenwald foi convidado pelo Conselho de Comunicação Social do Senado para falar sobre “ameaças recebidas no exercício da profissão de jornalista e liberdade de imprensa no Brasil”.

A audiência ficou agendada para o dia 1º de julho. A iniciativa de chamá-lo partiu do representante da sociedade civil no Conselho, o advogado Miguel Matos. “Greenwald tem dito que vem sofrendo inúmeros atentados ao livre exercício do jornalismo. É preciso então que ele venha aqui e esclareça o que vem acontecendo, não podemos fechar os olhos para o que está se passando”, disse o advogado à agência Senado.

Veja também:  Recursos que poderiam tirar Moro da Lava Jato estão parados há mais de 2 anos no CNJ

Dos 16 conselheiros presentes na sessão que decidiu pelo convite, um foi contra., segundo a jornalista Mônica Bergamo. O representante da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) se absteve. Já o representante da Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), fundada pela TV Record, votou a favor.

Greenwald vêm se manifestando nos últimos dias sobre uma suposta aliança entre Sérgio Moro, a força-tarefa da operação Lava Jato e a TV Globo, que na prática exerce liderança dentro da Abert.

Outras três pessoas foram convidadas para o debate — entre eles, Carlos Ayres Britto, ex-ministro do STF, e Claudio Dantas, do site de viés conservador O Antagonista.

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