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30 de novembro de 2018, 19h51

Apesar da ameaça de Bolsonaro, BRICS defende “plena implementação” do Acordo de Paris

Presidente eleito afirmou que pode retirar o Brasil do Acordo de Paris de combate às mudanças climáticas, alegando que as premissas previstas afetam a soberania nacional

Foto: Beto Barata/PR/Fotos Públicas Representantes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Buenos Aires, Argentina, onde ocorre reunião do G20, emitiram um comunicado, nesta sexta-feira (30), ressaltando a importância do Acordo de Paris, que visa combater a poluição mundial. A medida serve como resposta à ameaça de Jair Bolsonaro de retirar o Brasil da convenção, alegando que as premissas previstas afetam a soberania nacional O texto diz que o BRICS está comprometido com a “plena implementação” do Acordo de Paris e diz sobre “a importância e a urgência” de garantir recursos ao Fundo Verde para o...

Foto: Beto Barata/PR/Fotos Públicas

Representantes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Buenos Aires, Argentina, onde ocorre reunião do G20, emitiram um comunicado, nesta sexta-feira (30), ressaltando a importância do Acordo de Paris, que visa combater a poluição mundial. A medida serve como resposta à ameaça de Jair Bolsonaro de retirar o Brasil da convenção, alegando que as premissas previstas afetam a soberania nacional

O texto diz que o BRICS está comprometido com a “plena implementação” do Acordo de Paris e diz sobre “a importância e a urgência” de garantir recursos ao Fundo Verde para o Clima. “Instamos os países desenvolvidos a proverem aos países em desenvolvimento apoio financeiro, tecnológico e de capacitação, para aumentar suas capacidades de mitigação e adaptação (à mudança climática)”, diz a nota.

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“Com respeito à mudança do clima, comprometemo-nos à plena implementação do Acordo de Paris, adotado sob os auspícios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, incluindo os princípios das responsabilidades comuns, porém diferenciadas e das respectivas capacidades, e instamos os países desenvolvidos a proverem aos países em desenvolvimento apoio financeiro, tecnológico e de capacitação, para aumentar suas capacidades de mitigação e adaptação”, diz a declaração.

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Além disso, o documento também fez críticas ao protecionismo e defendeu a Organização Mundial do Comércio (OMC) como fórum do comércio mundial.

Os líderes das cinco principais economias emergentes disseram estar prontos para conversas francas com outros membros da OMC que ajudariam a melhorar o trabalho da organização.

“Reafirmamos nosso total apoio ao sistema multilateral de comércio baseado em regras, representado pela OMC (…). O espírito e as regras da OMC são contrários a medidas unilaterais e protecionistas. Instamos todos os membros a se oporem a essas medidas inconsistentes com a OMC, a reafirmarem os compromissos que assumiram na OMC e a recuarem de tais medidas de natureza discriminatória e restritiva”, afirmaram os líderes dos cinco países.

Com informações do Sputnik

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