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27 de agosto de 2018, 08h28

Apoio que Marina Silva teve entre evangélicos em 2014 despenca

Apesar do eleitorado evangélico ter crescido, a candidata da Rede perdeu o apoio no grupo em relação à última eleição

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
A candidata à presidência Marina Silva (Rede) perdeu a intenção de votos entre o eleitorado evangélico desde 2014. Hoje ela, que é a única evangélica entre os principais candidatos, tem entre este grupo religioso apenas 12% das intenções de voto, porcentual igual ao obtido entre os católicos ou seguidores de outras religiões, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Há quatro anos, o quadro era muito diferente. Na campanha presidencial de 2014, Marina tinha desempenho acima da média entre evangélicos: 43%, 12 pontos porcentuais a mais do que a taxa registrada entre os católicos. No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina tem...

A candidata à presidência Marina Silva (Rede) perdeu a intenção de votos entre o eleitorado evangélico desde 2014. Hoje ela, que é a única evangélica entre os principais candidatos, tem entre este grupo religioso apenas 12% das intenções de voto, porcentual igual ao obtido entre os católicos ou seguidores de outras religiões, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Há quatro anos, o quadro era muito diferente.

Na campanha presidencial de 2014, Marina tinha desempenho acima da média entre evangélicos: 43%, 12 pontos porcentuais a mais do que a taxa registrada entre os católicos. No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina tem 12% das preferências no eleitorado total. Ela está oito pontos porcentuais atrás de Jair Bolsonaro, do PSL, que usa a religião para atacar Marina.

O eleitorado evangélico, que já tinha peso significativo em 2014, expandiu-se desde então, segundo pesquisas realizadas agora e há quatro anos. Naquela época, os evangélicos eram aproximadamente um em cada cinco eleitores. Agora, são um em cada quatro. Além de já não ter um eleitorado marcadamente evangélico, a candidata da Rede não é a preferida nesse grupo – no cenário sem Lula, Bolsonaro tem 26% no segmento, desempenho superior ao registrado entre católicos (17%).

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Com informações do Estadão

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