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16 de outubro de 2013, 19h44

Após 13 dias, estudantes decidem desocupar reitoria da Unicamp

Apesar da decisão, alunos só sairão do prédio na próxima segunda-feira (21)

Apesar da resolução, alunos só sairão do prédio na próxima segunda-feira (21) Por Redação Estudantes são contrários à presença da PM no campus (Foto: UJS) Os estudantes que ocupam a reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram sair do local na próxima segunda-feira (21).  A resolução foi tomada após assembleia geral dos alunos. Um estudante afirmou à Agência Brasil que o grupo não sairá nesta quarta-feira (16), pois quer entregar o local limpo. “O objetivo do movimento nunca foi o ataque ao patrimônio, por isso queremos fazer antes a limpeza e organização do local para que tudo seja entregue...

Apesar da resolução, alunos só sairão do prédio na próxima segunda-feira (21)

Por Redação

Estudantes são contrários à presença da PM no campus (Foto: UJS)

Os estudantes que ocupam a reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram sair do local na próxima segunda-feira (21).  A resolução foi tomada após assembleia geral dos alunos.

Um estudante afirmou à Agência Brasil que o grupo não sairá nesta quarta-feira (16), pois quer entregar o local limpo. “O objetivo do movimento nunca foi o ataque ao patrimônio, por isso queremos fazer antes a limpeza e organização do local para que tudo seja entregue em ordem”, disse o integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que preferiu não se identificar.

O prédio da reitoria foi ocupado no dia 3 de outubro, em forma de protesto, pois alunos estavam reivindicando a retirada da Polícia Militar do campus, que havia sido autorizada pelo reitor após o assassinato de um estudante em festa ocorrida dentro da universidade.

No último dia 21, o estudante Denis Papa Casagrande foi morto pela atendente de telemarketing Maria Tereza Peregrino com quatro facadas, durante uma festa no teatro arena da Unicamp. Depois disso, a polícia militar passou a ser presença regular na universidade.  Imediatamente, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) se manifestou contra a ação.

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Para Diana, o assassinato de Casagrande apenas acelerou uma medida já pensada pela Unicamp e desenvolvida em outras universidades sob a responsabilidade do governo do estado. “A reitoria se utilizou da fatalidade de uma morte para passar um projeto que já está dentro das universidades estaduais, é tudo aquilo que já vemos na USP.”

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