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23 de janeiro de 2019, 19h47

Após tentativa de golpe, Rússia mantém posição sobre Venezuela: “Maduro é presidente”

Líder opositor venezuelano se autoproclamou chefe do Executivo com o aval dos EUA e Brasil, mas Maduro, cercado de apoiadores, informou que não vai ceder, expulsou diplomatas norte-americanos e ganhou novo respaldo do México e da Rússia

Reprodução
Após o governo de Nicolás Maduro ser alvo de mais uma tentativa de golpe liderada pela oposição e com o apoio dos Estados Unidos, o governo russo anunciou, nesta quarta-feira (23), que segue reconhecendo o mandatário como presidente legítimo da Venezuela. Ao site Sputnik Brasil, o vice-diretor da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Alta do parlamento russo, Andrei Klimov, informou que que “a Rússia já reconheceu o presidente legalmente eleito da Venezuela, Maduro” e que “nada vai mudar em sua posição”. O mesmo fez o governo mexicano de Andrés Manuel López Obrador. “Não há mudança de postura e isso quer dizer que...

Após o governo de Nicolás Maduro ser alvo de mais uma tentativa de golpe liderada pela oposição e com o apoio dos Estados Unidos, o governo russo anunciou, nesta quarta-feira (23), que segue reconhecendo o mandatário como presidente legítimo da Venezuela.

Ao site Sputnik Brasil, o vice-diretor da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Alta do parlamento russo, Andrei Klimov, informou que que “a Rússia já reconheceu o presidente legalmente eleito da Venezuela, Maduro” e que “nada vai mudar em sua posição”.

O mesmo fez o governo mexicano de Andrés Manuel López Obrador. “Não há mudança de postura e isso quer dizer que o México segue reconhecendo Nicolás Maduro como presidente. Ele é o presidente democraticamente eleito”, explicou o porta-voz da presidência mexicana, Jesús Ramírez Cuevas.

No início da tarde, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da Venezuela em um comício em Caracas e recebeu o reconhecimento de países como Estados Unidos, Brasil e Colômbia.

O presidente eleito, Maduro, no entanto, não cedeu. Para milhares de apoiadores que cercaram o Palácio de Miraflores, em Caracas, o mandatário informou que não entregará o poder, denunciou a tentativa de golpe com influência dos Estados Unidos e cortou relações diplomáticas e econômicas com o país, dando 72 horas para os embaixadores norte-americanos deixarem a Venezuela.

Veja também:  Rússia, Israel e Estados Unidos anunciam acordo sobre as questões relativas à Síria

 

 

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