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25 de junho de 2019, 22h49

“As ruas irão conquistar a liberdade de Lula”, diz comitê após decisão do STF

Comitê Nacional Lula Livre afirma que vai impulsionar mobilizações após decisão do STF de adiar julgamento do habeas corpus que coloca Moro sob suspeição

Foto: Ricardo Stuckert
Em nota publicada nesta terça-feira (25), o Comitê Nacional Lula Livre criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve o ex-presidente Lula preso e postergou o julgamento do habeas corpus que declara o ex-juiz federal Sérgio Moro como suspeito. No texto, a entidade que vem organizando atos e atividades em favor de Lula clamou pela mobilização popular em defesa do petista. Segundo o Comitê, a decisão tomada pelo STF posterga o reconhecimento de que “o julgamento imposto a Lula foi injusto e deve ser anulado”. “O ex-juiz Sérgio Moro não agiu dentro da normalidade jurídica, não respeitou a...

Em nota publicada nesta terça-feira (25), o Comitê Nacional Lula Livre criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve o ex-presidente Lula preso e postergou o julgamento do habeas corpus que declara o ex-juiz federal Sérgio Moro como suspeito. No texto, a entidade que vem organizando atos e atividades em favor de Lula clamou pela mobilização popular em defesa do petista.

Segundo o Comitê, a decisão tomada pelo STF posterga o reconhecimento de que “o julgamento imposto a Lula foi injusto e deve ser anulado”. “O ex-juiz Sérgio Moro não agiu dentro da normalidade jurídica, não respeitou a devida imparcialidade ao apreciar o processo contra Lula e, inclusive, atuou em conjunto com os acusadores, contaminando todo o processo e todas as decisões que tomou no caso”, diz trecho da nota.

O comitê destacou ainda,  no texto, que agora o caminho é a mobilização: “vamos impulsionar a mobilização popular dentro e fora do Brasil. Apenas a voz e o movimento das ruas pode resgatar o ex-presidente de seu cativeiro”.

Em declaração dada após o fim do julgamento, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman, e o líder do partido na Câmara, Paulo Pimenta, afirmaram que a mobilização vai se intensificar e que “a luta só acaba com Lula livre e a condenação anulada”.

Veja também:  Amor militante em "Divino Amor", de Gabriel Mascaro

A defesa do ex-presidente, por sua vez, declarou em entrevista que seguirá buscando a anulação do processo que levou o petista há prisão.

Lula está encarcerado em Curitiba desde abril de 2018.

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