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31 de agosto de 2013, 16h34

Ataque dos EUA à Síria depende do Congresso, diz Obama

“Pode começar amanhã, semana que vem ou em até um mês. Estou tranquilo de avançar mesmo sem o apoio e o fim da missão da ONU”, afirmou o presidente dos EUA

“Pode começar amanhã, semana que vem ou em até um mês. Estou tranquilo de avançar mesmo sem o apoio e o fim da missão da ONU”, afirmou o presidente dos EUA Leia também: “Obscenidades morais” na Síria Por Opera Mundi O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste sábado (31/08) que autorizou uma intervenção militar à Síria, sem especificar a data do primeiro ataque. Obama afirmou que o início das operações norte-americanas não depende de apoio ou do relatório das Nações Unidas, mas sim da deliberação do Congresso Nacional. “Estamos preparados para acertar o que quisermos na Síria. Pode começar...

“Pode começar amanhã, semana que vem ou em até um mês. Estou tranquilo de avançar mesmo sem o apoio e o fim da missão da ONU”, afirmou o presidente dos EUA

Leia também: “Obscenidades morais” na Síria

Por Opera Mundi

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste sábado (31/08) que autorizou uma intervenção militar à Síria, sem especificar a data do primeiro ataque. Obama afirmou que o início das operações norte-americanas não depende de apoio ou do relatório das Nações Unidas, mas sim da deliberação do Congresso Nacional.

“Estamos preparados para acertar o que quisermos na Síria. Pode começar amanhã, semana que vem ou em até um mês. Estou tranquilo de avançar mesmo sem o apoio e o fim da missão da ONU”, afirmou Obama, que classificou o ataque químico supostamente realizado pelo governo de Bashar al-Assad como o “pior deste século”.

De acordo com o presidente, que esteve reunido com líderes do Congresso neste sábado, os parlamentares norte-americanos se comprometeram a discutir o assunto assim que voltarem ao trabalho, no dia 9 de setembro. “Passaremos todas as informações que eles quiserem nos próximos dias”, afirmou.

“Estamos preparados para acertar o que quisermos na Síria”, diz Obama (Chuck Kennedy/ Official White House photo)

A decisão de Obama foi baseada em relatório da inteligência dos Estados Unidos, que atribui ao governo sírio a morte de 1429 pessoas no dia 21 agosto, como consequência de uso de substâncias químicas. Ouvido por Opera Mundi, o especialista Roque Monteleone Neto, que atuou pela ONU no Iraque, disse que não é possível ter certeza de que Assad é o responsável por tal ataque.

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Segundo Obama, o uso de armas químicas na Síria é um risco “à segurança nacional” dos Estados Unidos e de seus aliados na região, como Israel e Turquia. O presidente ainda afirmou que as forças norte-americanas já estão preparadas para o ataque, que não incluirá envio de militares para o território sírio.

Por fim, o líder do Partido Democrata disse que não espera apoio de nenhum país à sua decisão, mas que conversou com diversos líderes internacionais que dão suporte à intervenção militar. Nesta semana, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi derrotado no Parlamento de seu país ao propor um ataque à Síria. O russo Vladimir Putin, por sua vez, pediu que os Estados Unidos divulguem as provas que argumentam ter.

Pouco antes de Obama iniciar seu discurso, dezenas de pessoas se dirigiram à Casa Branca para repudiar a possibilidade de ataque à Síria. Entre os cartazes levados à manifestação, destacavam-se aqueles que diziam que “mentiras davam suporte à guerra contra a Síria”.

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ONU

No dia que a missão das Nações Unidas deixou a Síria e foi para o Líbano, um dos seus porta-vozes, Martin Nesirky, anunciou que a equipe pretende retornar ao país de Assad para buscar novas provas.

Além disso, a ONU também garantiu que não interromperá os trabalhos humanitários em território sírio, apesar da sua realização “estar sendo feita em condições difíceis”.

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