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10 de julho de 2019, 10h41

Até Miriam Leitão critica reforma da Previdência de Bolsonaro: “Cristalização de privilégios”

"Com a manutenção de privilégios para corporações, com tratamentos diferenciados sendo cristalizados, deixou de fazer qualquer sentido chamar a reforma do governo Jair Bolsonaro de Nova Previdência. É a velha, com alguns novos parâmetros", afirmou a jornalista da Rede Globo

Miriam Leitão e Bolsonaro (Reprodução)
A jornalista Miriam Leitão, do O Globo e da GloboNews, criticou duramente a reforma da Previdência apresentada por Jair Bolsonaro em artigo publicado nesta quarta-feira (10), dia da votação da proposta, no jornal da família Marinho. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo “O objetivo proclamado da reforma era combater rombos e privilégios. Se for aprovada, reduzirá o rombo, mas não será possível caminhar para um sistema menos desigual”, afirmou a jornalista, que criticou a aposentadoria especial para algumas categorias, como a dos policiais e a das Forças Armadas. “Com a manutenção de privilégios...

A jornalista Miriam Leitão, do O Globo e da GloboNews, criticou duramente a reforma da Previdência apresentada por Jair Bolsonaro em artigo publicado nesta quarta-feira (10), dia da votação da proposta, no jornal da família Marinho.

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“O objetivo proclamado da reforma era combater rombos e privilégios. Se for aprovada, reduzirá o rombo, mas não será possível caminhar para um sistema menos desigual”, afirmou a jornalista, que criticou a aposentadoria especial para algumas categorias, como a dos policiais e a das Forças Armadas.

“Com a manutenção de privilégios para corporações, com tratamentos diferenciados sendo cristalizados, deixou de fazer qualquer sentido chamar a reforma do governo Jair Bolsonaro de Nova Previdência. É a velha, com alguns novos parâmetros, com a idade mínima que tinha que ser instituída, mas que nem ela, a idade mínima, é igual para todos”, completou.

Ela ainda criticou as concessões feitas pelo governo para conseguir aprovar a proposta e a manobra de adiar a votação até o Planalto ter a certeza de que teria o número necessário de votos. “Para tentar angariar mais apoio, o governo fez novas concessões, como regras tributárias ainda mais flexíveis para igrejas, perdão de dívida rural e novas flexibilizações para mulheres”, disse.

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