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17 de dezembro de 2018, 19h08

Ativista de direitos humanos ameaçada de morte deixa o Brasil

A antropóloga e professora Débora Diniz, defensora da descriminalização do aborto, foi incluída no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos

Foto: Carlos Moura/SCO/STF A antropóloga e professora Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UNB), vinha sofrendo inúmeros ataques e ameaças de morte por sua postura em defesa da descriminalização do aborto até a 12º semana de gravidez. Por conta disso, precisou ser incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Governo Federal e foi forçada a deixar o Brasil. As informações são do El País. Ela receia que seu caso se torne mais frequente em consequência da eleição de Jair Bolsonaro. O militar já mostrou, em várias oportunidades, ser contra as pautas que asseguram os direitos das...

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A antropóloga e professora Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UNB), vinha sofrendo inúmeros ataques e ameaças de morte por sua postura em defesa da descriminalização do aborto até a 12º semana de gravidez. Por conta disso, precisou ser incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Governo Federal e foi forçada a deixar o Brasil. As informações são do El País.

Ela receia que seu caso se torne mais frequente em consequência da eleição de Jair Bolsonaro. O militar já mostrou, em várias oportunidades, ser contra as pautas que asseguram os direitos das mulheres.

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“Orientadas por uma lógica religiosa messiânica, as políticas anunciadas pelo novo governo e a futura ministra (Damares Alves) colocam em risco os direitos das mulheres”, disse Débora, em entrevista ao El País.

Antes de ter de deixar o país, Débora precisou se retirar de vários eventos no Brasil para escapar de manifestantes que a intimidavam.  Pessoas do seu círculo de relacionamento também sofreram ameaças.

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“Chegaram ao ponto de cogitar um massacre na universidade caso eu continuasse dando aulas. A estratégia desse terror é a covardia da dúvida. Não sabemos se são apenas bravateiros. Há o risco do efeito de contágio, de alguém de fora do circuito concretizar a ameaça, já que os agressores incitam violência e ódio contra mim a todo o momento”, afirmou.

“É um perigo constante defender posições no país que mais mata ativistas dos direitos humanos”, denunciou.

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