Imprensa livre e independente
07 de maio de 2018, 17h52

Ativista LGBT do RJ que estava desaparecida é encontrada morta

De acordo com a polícia, Matheus Passareli Simões Vieira, conhecida como Matheusa, foi assassinada em uma favela na zona norte do Rio e teve seu corpo incendiado; estudante de artes visuais estava desaparecida há uma semana

Foi confirmada na noite deste domingo (6) que a estudante de Artes Visuais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Matheus Passareli, foi assassinada. Conhecida pelos amigos como Matheusa, a estudante era ativista LGBT e se identificava como não binária, isto é, não se considerava nem home e nem mulher. Quem divulgou a informação foi a irmã de Matheusa, Gabe Passareli. Pelo seu perfil no Facebook, Gabe informou que a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil constatou que Matheusa foi executada em uma favela da zona norte do Rio e teve seu corpo incendiado. “Sobre...

Foi confirmada na noite deste domingo (6) que a estudante de Artes Visuais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Matheus Passareli, foi assassinada. Conhecida pelos amigos como Matheusa, a estudante era ativista LGBT e se identificava como não binária, isto é, não se considerava nem home e nem mulher.

Quem divulgou a informação foi a irmã de Matheusa, Gabe Passareli. Pelo seu perfil no Facebook, Gabe informou que a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil constatou que Matheusa foi executada em uma favela da zona norte do Rio e teve seu corpo incendiado.

“Sobre seu corpo, também segundo informações colhidas pela DDPA, ele foi queimado e poucas são as possibilidades de encontrarmos alguma materialidade, além das milhares que a Matheusa deixou em vida e que muito servirão para que possamos ressignificar a realidade brutal que estamos vivendo”, escreveu.

Matheusa desapareceu na madrugada do domingo retrasado (29) depois de uma festa no bairro do Encantado.

A Polícia Civil agora investiga a autoria do crime. Nas redes sociais, amigos, internautas e entidades LGBT apontam que o assassinato teria sido motivado por LGBTfobia.

Veja também:  Moradores de rua do Rio de Janeiro recorrem a pombos para se alimentar

Confira, abaixo, a íntegra da postagem da irmã da vítima relatando o ocorrido.

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum