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07 de março de 2016, 22h23

Ato contra a Globo em defesa da liberdade de expressão coloca emissora como maior força oposicionista do Brasil

Deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ) diz que governos de esquerda falharam ao não enfrentar o monopólio na comunicação e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) atribui à emissora a articulação de um discurso contra os governos Lula e Dilma Por Redação Inicialmente marcada para ser um ato em solidariedade aos blogueiros notificados pela Rede Globo para pararem de divulgar sobre o triplex em Paraty supostamente pertencente à família Marinho, proprietária do grupo de comunicação, a manifestação organizada pelo Centro de Estudos Barão de Itararé se tornou um grande movimento pela democratização da mídia e em defesa da presidenta Dilma Rousseff (PT) e...

Deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ) diz que governos de esquerda falharam ao não enfrentar o monopólio na comunicação e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) atribui à emissora a articulação de um discurso contra os governos Lula e Dilma

Por Redação

Inicialmente marcada para ser um ato em solidariedade aos blogueiros notificados pela Rede Globo para pararem de divulgar sobre o triplex em Paraty supostamente pertencente à família Marinho, proprietária do grupo de comunicação, a manifestação organizada pelo Centro de Estudos Barão de Itararé se tornou um grande movimento pela democratização da mídia e em defesa da presidenta Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Lula contra a possibilidade de um golpe “jurídico midiático”.

Aproximadamente 400 pessoas lotaram o auditório Vladimir Herzog, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Na mesa – que teve o jornalista Renato Rovai, editor da Fórum, como um dos mediadores – se alternaram líderes de diferentes movimentos políticos e sociais.

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o grande adversário do PT hoje não é o PSDB nem algum de seus principais líderes, mas a própria emissora, “que articula a criação de uma narrativa com conotação ideológica contrária às classes populares”.

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A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (RJ), admitiu que “a grande dívida da esquerda brasileira com o país foi não enfrentar o monopólio da comunicação. Ela destacou que a situação se repete no sistema financeiro, onde o mercado é controlado por três famílias.

O advogado Marcelo Lavenère, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, afirmou que “a pior legalidade que existe é aquela que tem uma ilegalidade encravada nela”. Ele classificou o episódio da “condução coercitiva” do ex-presidente Lula como uma “arbitrariedade e uma sacanagem” contra um símbolo. Ele destacou o papel da imprensa na criação desse cerco e lembrou que o capítulo sobre a comunicação “é o único da Constituição de 1988 a não ter uma linha sequer regulamentada”.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) atribui o cenário político atual a uma tentativa internacional de enfraquecimento do estado social, para a reconstrução do neoliberalismo. “Isso passa também pelo enfraquecimento do Congresso, com parlamentares que não servem a uma ideologia, mas sim a seus financiadores. Outro ponto é a precarização do trabalho, no caso do Brasil, com a destruição da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, explicou.

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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu um maior empenho de militantes, líderes políticos e veículos de esquerda para exigir que as investigações contra políticos de oposição não fiquem paradas em gavetas. “O senador Aécio Neves já foi citado por pelo menos quatro delatores. Temos de perguntar ao procurador-geral da república, Rodrigo Janot, o motivo de não abrir uma investigação contra ele”, afirmou.

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