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10 de maio de 2012, 12h41

Ato das “Mães de Maio” lembra assassinatos ocorridos em maio de 2006

Evento no sábado, 12, em Santos, cobrará paz e justiça para os 493 crimes, impunes até hoje

Evento no sábado, 12, em Santos, cobrará paz e justiça para os 493 crimes, impunes até hoje Por Igor Carvalho No próximo sábado, 12, às 11h, na Praça da Paz Universal, zona noroeste de Santos, as “Mães de Maio” vão reunir artistas e outros movimentos sociais para lembrar o assassinato de seus filhos em 2006. Já confirmaram presença os grupos de rap Versão Popular, Família Ducorre, Cientistas MC’s, Anexo Verbal, Guerreiroz do Capão e Yzalú. Quem também vai estar na praça são alguns dos saraus da periferia de São Paulo: Ademar, Sarau da Brasa, Elo da Corrente, Marginaliaria, Mesquiteiros, Suburbano...

Evento no sábado, 12, em Santos, cobrará paz e justiça para os 493 crimes, impunes até hoje

Por Igor Carvalho

No próximo sábado, 12, às 11h, na Praça da Paz Universal, zona noroeste de Santos, as “Mães de Maio” vão reunir artistas e outros movimentos sociais para lembrar o assassinato de seus filhos em 2006. Já confirmaram presença os grupos de rap Versão Popular, Família Ducorre, Cientistas MC’s, Anexo Verbal, Guerreiroz do Capão e Yzalú. Quem também vai estar na praça são alguns dos saraus da periferia de São Paulo: Ademar, Sarau da Brasa, Elo da Corrente, Marginaliaria, Mesquiteiros, Suburbano Convicto, Perifatividade e Vila Fundão.

Às 18h, haverá uma homenagem aos 493 mortos, entre os dias 12 e 20 de maio daquele ano. Era o Estado de São Paulo revidando, nas periferias, os ataques sofridos contra a corporação e instalações da Polícia Militar, que segundo a versão oficial, foi promovido pelo Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Em entrevista publicada na edição 109 da Fórum, de abril, Débora Maria da Silva, uma das integrantes das “Mães de Maio”, relata a morte do filho, Edson Rogério da Silva dos Santos, que foi abordado e surrado por um grupo de policiais em um posto de gasolina, após a agressão ele foi embora, mas foi alcançado e morreu com um tiro no coração e um em cada pulmão. Mesmo com a mãe implorando, o delegado não requisitou as fitas do posto de gasolina, que incriminariam os policiais, para serem anexadas ao processo.

Veja também:  Paulo Henrique Amorim teve conta bloqueada no dia de sua morte

Leia a matéria da edição impressa da Fórum aqui, sobre “Os rastros de 2006”.

 

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