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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

  • Um lugar histórico: o evangelho de Pasolini

    Leia no blog Milos Morpha: "Leitor de Gramsci, Pasolini organiza um antifascismo utópico, imaginando, em seus filmes, um lugar de distorção, subversão e resistência ao Estado fascista e à Igreja"

  • Sobre o cinema não realista e filmes absurdos

    Leia no blog Milos Moprha: "Podemos falar, ao observarmos o Brasil presente, em uma única hegemonia, um único entendimento vigente do que é real? O nosso último processo eleitoral é, afinal, prova do quanto o não realismo pode transformar o espaço vivido e até reivindicar uma revisão da realidade social"

  • Apanhado do Cinema 2019

    Segue o nono levantamento anual, realizado pelo blog Milos Morpha; acompanhe os destaques do ano passado

  • O outro lugar do melodrama em “A vida invisível”

    Cesar Castanha: "A relação do filme com o cinema sirkiano não se resolve na possibilidade de subversão do segundo pelo primeiro. É preciso pensar mais nos termos de uma aderência que se apropria do que é oferecido como arquivo do gênero, mas que está pronto para corromper esse arquivo"

  • Bacurau: resistência em luto

    Cesar Castanha: “O fascismo é performado em ‘Bacurau’, e a capacidade de encenar esse fascismo, de o colocar em cena, é uma das mais potentes conquistas do filme”

  • Crescendo longe de casa

    Cesar Castanha: "Homem-Aranha é a personificação de tudo o que é idealizado em um herói da Marvel: um personagem evidentemente humano, bem-humorado, fragilizado apenas por sua indisputável constituição moral"

  • “Rocketman”: o excesso finalmente em cena

    Cesar Castanha: “É muito prazeroso ver como 'Rocketman' articula o legado de uma personalidade como Elton John em um filme que dá conta tanto da construção do personagem quanto da sua inventividade”

  • O corpo do outro em “Nós”

    Cesar Castanha analisa o filme “Nós”, que tem o bastante para permanecer em nossas lembranças - e em nossa angústia ao encarar o estranho corpo que se apresenta em cada espelho

  • Apanhado do Cinema 2018

    Esta lista, afinal, a oitava publicada pelo blog Milos Morpha, nunca se pretende definitiva. Não é nunca o fim, mas a continuidade de uma conversa. Confira

  • Entre a perda e a presença, em “Los silencios”

    Los silencios, dirigido por Beatriz Seigner, que levou o prêmio de Melhor Direção pelo filme no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, não faz distinções entre realismo e fantasia.