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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

  • O corpo do outro em “Nós”

    Cesar Castanha analisa o filme “Nós”, que tem o bastante para permanecer em nossas lembranças - e em nossa angústia ao encarar o estranho corpo que se apresenta em cada espelho

  • Apanhado do Cinema 2018

    Esta lista, afinal, a oitava publicada pelo blog Milos Morpha, nunca se pretende definitiva. Não é nunca o fim, mas a continuidade de uma conversa. Confira

  • Entre a perda e a presença, em “Los silencios”

    Los silencios, dirigido por Beatriz Seigner, que levou o prêmio de Melhor Direção pelo filme no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, não faz distinções entre realismo e fantasia.

  • Uma fantasia habitável em “Inferninho”

    Cesar Castanha: “Inferninho” pode convidar uma leitura que entenda o filme como, ao menos, agenciando uma estética do realismo com a sua presente fantasia. Mas não há nada de realista no periférico apresentado”

  • Um café e uma conversa com “Temporada”

    Cesar Castanha: “Em seus dois longas-metragens, André Novais Oliveira indica um projeto forte e coerente de cinema, que dá continuidade ao que já vinha sendo sugerido em seus excelentes curtas-metragens

  • As masculinidades e os predadores

    "O Predador" estreia num momento em que um entendimento mais carismático da masculinidade (ainda que sempre normativo e dotado de uma determinação moral) é disputado em diversos discursos reacionários

  • Deadpool 2: exceção e regra

    César Castanha, do blogue Milos Morpha, assistiu ao filme antes de sua estreia nacional. Confira a crítica

  • Netflix: questões de uma relação com a indústria cultural

    Em sua coluna, Cesar Castanha analisa as relações da Netflix com a indústria cultural. "Seus produtos são apostas político-econômicas e eles são sempre apresentados como destinados a um consumo mesmo descartável — a cada semana uma nova temporada para sua dedicada afeição"

  • As visões do fim do mundo em “Hora da Aventura”

    A série animada da Cartoon Network prevista para se encerrar neste ano se apegou, por toda essa década, a uma dada imagem do fim do mundo: a Terra de um pós-apocalipse nuclear e personagens que emergem como resultado das chuvas ácidas

  • O espaço do outro na comédia de Tina Fey

    Unbreakable Kimmy Schmidt, criada por Tina Fey e Robert Carlock, foi totalmente produzida durante o governo Trump, e Tina Fey é conhecida justamente por um senso arriscado de comédia política

  • Wakanda: retorno ao país imaginado

    por Cesar Castanha Hatut Zeraze. Eu vi esse nome pela primeira vez lendo o volume de Christopher Priest da revista do Pantera Negra. Esse é o título dado à polícia secreta de Wakanda (o país que é central na composição do universo ficcional do personagem), aos seus espiões e aos seus exilados. Priest se utiliza […]