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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

  • Uma fantasia habitável em “Inferninho”

    Cesar Castanha: “Inferninho” pode convidar uma leitura que entenda o filme como, ao menos, agenciando uma estética do realismo com a sua presente fantasia. Mas não há nada de realista no periférico apresentado”

  • Um café e uma conversa com “Temporada”

    Cesar Castanha: “Em seus dois longas-metragens, André Novais Oliveira indica um projeto forte e coerente de cinema, que dá continuidade ao que já vinha sendo sugerido em seus excelentes curtas-metragens

  • As masculinidades e os predadores

    "O Predador" estreia num momento em que um entendimento mais carismático da masculinidade (ainda que sempre normativo e dotado de uma determinação moral) é disputado em diversos discursos reacionários

  • Deadpool 2: exceção e regra

    César Castanha, do blogue Milos Morpha, assistiu ao filme antes de sua estreia nacional. Confira a crítica

  • Netflix: questões de uma relação com a indústria cultural

    Em sua coluna, Cesar Castanha analisa as relações da Netflix com a indústria cultural. "Seus produtos são apostas político-econômicas e eles são sempre apresentados como destinados a um consumo mesmo descartável — a cada semana uma nova temporada para sua dedicada afeição"

  • As visões do fim do mundo em “Hora da Aventura”

    A série animada da Cartoon Network prevista para se encerrar neste ano se apegou, por toda essa década, a uma dada imagem do fim do mundo: a Terra de um pós-apocalipse nuclear e personagens que emergem como resultado das chuvas ácidas

  • O espaço do outro na comédia de Tina Fey

    Unbreakable Kimmy Schmidt, criada por Tina Fey e Robert Carlock, foi totalmente produzida durante o governo Trump, e Tina Fey é conhecida justamente por um senso arriscado de comédia política

  • Wakanda: retorno ao país imaginado

    por Cesar Castanha Hatut Zeraze. Eu vi esse nome pela primeira vez lendo o volume de Christopher Priest da revista do Pantera Negra. Esse é o título dado à polícia secreta de Wakanda (o país que é central na composição do universo ficcional do personagem), aos seus espiões e aos seus exilados. Priest se utiliza […]

  • O pouso de Lady Bird

    por Cesar Castanha Em uma sequência de Frances Ha (dir. Noah Baumbach, 2012), a personagem-título, interpretada por Greta Gerwig (também corroteirista do filme), decide, impulsivamente, ir a Paris. Parece-lhe uma experiência que deveria ter tido. Sem planejamento ou dinheiro e enquanto ainda procura um novo lugar para morar em Nova York depois que sua amiga […]

  • Um outro inferno em “O Bom Lugar”

    Por Cesar Castanha Há grandes spoilers da série O Bom Lugar. Em uma cena da peça Angels in America, de Tony Kushner, Roy Cohn (Al Pacino), um ícone do conservadorismo estadunidense[1], morrendo em decorrência da Aids, pede que Belize, o enfermeiro responsável por ele, fale sobre a vida após a morte, céu ou inferno. Belize, […]

  • Apanhado do Cinema 2017

    Mais uma vez, apresento os filmes e trabalhos cinematográficos que se destacaram, para mim, no ano que passou. Considerei bastante cortar algumas categorias, principalmente a de Documentário. Incomoda-me que essa categorização caia numa visão muito industrial do cinema e não corresponda a imersão de um trabalho em outro (a influência de um roteiro para a […]

  • Uma certa semelhança

    por Cesar Castanha Estou no cinema, em uma das sessões da mostra competitiva de curtas brasileiros do X Janela Internacional de Cinema do Recife. O programa não está especialmente bom, e o quinto e último filme começa. Vemos uma série de planos que vão de uma vizinhança em um bairro de periferia se fechando até […]

  • O futuro das ruínas em “Era uma vez Brasília”, por Alan Campos

    Antes da exibição do longa em competição, Era Uma Vez Brasília (Adirley Queirós, 2017), a décima edição do Janela Internacional de Cinema no Recife sabiamente acertou ao exibir o curta apocalíptico Vacancy (Matthias Muller, 1999). A obra retira quase que por completo a presença humana de suas imagens de arquivo, restando uma cidade fantasma que, […]