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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

  • Bacurau: resistência em luto

    Cesar Castanha: “O fascismo é performado em ‘Bacurau’, e a capacidade de encenar esse fascismo, de o colocar em cena, é uma das mais potentes conquistas do filme”

  • Crescendo longe de casa

    Cesar Castanha: "Homem-Aranha é a personificação de tudo o que é idealizado em um herói da Marvel: um personagem evidentemente humano, bem-humorado, fragilizado apenas por sua indisputável constituição moral"

  • “Rocketman”: o excesso finalmente em cena

    Cesar Castanha: “É muito prazeroso ver como 'Rocketman' articula o legado de uma personalidade como Elton John em um filme que dá conta tanto da construção do personagem quanto da sua inventividade”

  • O corpo do outro em “Nós”

    Cesar Castanha analisa o filme “Nós”, que tem o bastante para permanecer em nossas lembranças - e em nossa angústia ao encarar o estranho corpo que se apresenta em cada espelho

  • Apanhado do Cinema 2018

    Esta lista, afinal, a oitava publicada pelo blog Milos Morpha, nunca se pretende definitiva. Não é nunca o fim, mas a continuidade de uma conversa. Confira

  • Entre a perda e a presença, em “Los silencios”

    Los silencios, dirigido por Beatriz Seigner, que levou o prêmio de Melhor Direção pelo filme no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, não faz distinções entre realismo e fantasia.

  • Uma fantasia habitável em “Inferninho”

    Cesar Castanha: “Inferninho” pode convidar uma leitura que entenda o filme como, ao menos, agenciando uma estética do realismo com a sua presente fantasia. Mas não há nada de realista no periférico apresentado”

  • Um café e uma conversa com “Temporada”

    Cesar Castanha: “Em seus dois longas-metragens, André Novais Oliveira indica um projeto forte e coerente de cinema, que dá continuidade ao que já vinha sendo sugerido em seus excelentes curtas-metragens

  • As masculinidades e os predadores

    "O Predador" estreia num momento em que um entendimento mais carismático da masculinidade (ainda que sempre normativo e dotado de uma determinação moral) é disputado em diversos discursos reacionários

  • Deadpool 2: exceção e regra

    César Castanha, do blogue Milos Morpha, assistiu ao filme antes de sua estreia nacional. Confira a crítica