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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

  • Ser positivo, por Ian Green

    Por Ian Green* Esta publicação está dando continuidade à série de textos traduzidos em comemoração ao mês do Orgulho. Em 1985, o mundo estava em um estado de histeria. Apenas alguns anos antes, ninguém tinha ouvido falar de Aids ou HIV. Em 3 de julho de 1981, o New York Times reportou que “médicos em […]

  • O Anjo da História, por Emily Garside

    A peça “Angels in America” foi um marco do teatro contemporâneo e uma resposta cultural única ao boom da Aids nos anos 1980. A peça recebeu uma nova montagem este ano no National Theatre, em Londres. Graças a gentileza de um amigo, também fã da peça, Madson Melo, recebi de presente uma revista lançada pela montagem. Nessa […]

  • A jornada de “Mulher-Maravilha”

    por Cesar Castanha Quando o gênero do filme de super-herói se consolidou como um dos mais lucrativos em Hollywood, adaptações de personagens da Marvel e DC nos cinemas começaram a ser cada vez mais frequentes. A Fox, por exemplo, está produzindo agora o décimo filme da franquia X-men; e ainda este ano estreia Homem-Aranha: De […]

  • “Corra!”: uma experiência de horror

    por Cesar Castanha Na primeira cena de Corra!, um jovem homem negro (Lakeith Stanfield) caminha à noite pelas ruas de um subúrbio de classe média. Ele brinca com um amigo ao telefone, ironizando aquele espaço. Um carro para ao seu lado, e o rapaz, incomodado e com medo, dá meia volta, mas não escapa de […]

  • Os Flintstones da Era Trump

    por Cesar Castanha A série animada Os Flintstones pode ser vista como um produto de entretenimento americano bem típico da cultura da Guerra Fria, e da narrativa que o país então construía sobre si mesmo. A família, a cultura e a ideologia americanas edificadas, expostas como atemporais, como a sociedade ideal que a América sempre […]

  • Apanhado do Cinema 2016

    por Cesar Castanha Mais uma vez, listo meus filmes preferidos do ano que passou e tento justificar um pouco algumas das preferências. E como sempre, seguindo os links, você pode encontrar textos mais completos sobre cada filme. O ano passado foi muito duro, e acredito que o cinema refletiu um pouco essa dureza. Nocturama talvez […]

  • Gilmore Girls, em busca da comunidade ideal

    por Cesar Castanha “A retirada para uma religião recém-descoberta ou para uma tradição comum reinventada não era uma resposta para o desafio da modernidade, mas uma fuga dele”, Svetlana Boym em O Futuro da Nostalgia “Então você pode entender? Quero uma filha enquanto ainda sou jovem, quero segurar sua mão e mostrá-la alguma beleza antes […]

  • Uma mulher dividida em duas: Elle, por Cecília Shamá

    “Quando minha filha crescer eu torço para que ela seja uma tola – essa é a melhor coisa que uma garota pode ser nesse mundo, uma linda coisinha tola” – Daisy, O Grande Gatsby Quando Daisy diz essa sentença para Gatsby acerca do que espera para sua filha, e repentinamente muda do profundo vazio existencial […]

  • A morte de um rei em “A Morte de Luís XIV”

    Luís XIV, o Rei Sol, principal referência do absolutismo na França, jaz com os olhos escurecidos e tez pálida em uma cama de lençóis e cortinas vermelhos enquanto vultos negros circulam ao seu redor. Este momento, um dos últimos das quase duas horas de duração de A Morte de Luís XIV (dir. Albert Serra), é […]

  • Sensibilidade e consumo em “Diamond Island”

    Em meio às ocupações por estudantes em escolas e universidades, o IX Janela Internacional de Cinema do Recife tem trazido bons filmes para a discussão sobre espaço, territorialidades e ocupações, como já mencionei em dois outros textos publicados sobre esta edição do festival. A produção franco-cambojana Diamond Island (dir. Davy Chou), que integra a mostra […]

  • Nosso lugar em “Martírio”

    A força de um filme como Martírio (dir. Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita, 2016) — exibido no XI Janela Internacional de Cinema do Recife — é sugerida pelo impacto de suas sessões, mas, como em todo filme, não pode ser tão de imediato calculada. Se me for permitido um palpite, no entanto, diria que Martírio […]

  • Cinema Novo: o filme e o movimento

    Texto realizado como parte da oficina de crítica Talent Press, realizada pelo instituto Goethe no Festival do Rio 2016 Em algum momento de Cinema Novo (dir. Eryk Rocha, 2016), Joaquim Pedro de Andrade comenta sobre o filme O Padre a Moça (dir. Andrade, 1965), falando brevemente de suas questões formais (o pouco movimento e o […]

  • Trump, Temer e Homer: a sátira como profecia, por Cecília Shamá

    Em 2000, no episódio “Bart to the Future”, os Simpsons elegeram Donald Trump como presidente dos EUA. Toda a trama do episódio gira em torno do teor ridículo da manipulação à população quando esta é colocada para escolher seu governante. O desenho colocava a má gestão de Trump como resultado catastrófico das eleições norte-americanas e, […]

  • Stranger Things: uma carta de amor aos anos 1980, por Cecília Shamá

    Talvez não haja uma definição do que é um bom amigo ou um amigo ruim; talvez existam apenas amigos, pessoas que ficam do seu lado quando você está magoado e ferido demais para se recompor sem ajuda. Aqueles pelos quais tememos que se machuquem, que se magoem, aqueles dos quais torcemos por. Nada de rótulos […]

  • A nação da carnificina

    Filme do renomado diretor Matin Scorcese traz cenários de disputas de gangues nos EUA na época da abolição da escravidão. Por Lucas Procópio Caetano Para além da notória queda de braço entre o diretor Martin Scorsese e os produtores da Weinstein Company acerca do corte final, ou ainda a catastrófica montagem de gosto duvidoso de […]

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Renato Rovai
Editor da Revista Fórum

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