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Cesar Castanha

Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.

  • A nação da carnificina

    Filme do renomado diretor Matin Scorcese traz cenários de disputas de gangues nos EUA na época da abolição da escravidão. Por Lucas Procópio Caetano Para além da notória queda de braço entre o diretor Martin Scorsese e os produtores da Weinstein Company acerca do corte final, ou ainda a catastrófica montagem de gosto duvidoso de […]

  • 11 filmes de gênero que não devem ser esquecidos

    O cinema de gênero é aquele produzido a partir de uma declaração das expectativas de seu público. Um musical, uma farsa, um filme de suspense ou terror funcionam sempre como uma leitura específica da estrutura do gênero a que pertencem. Eles podem negar convenções, subverter gestos tradicionais e, ao fazê-lo, até criar uma nova convenção, […]

  • 13 filmes infantis que não devem ser esquecidos

    O cinema infantil sempre foi um dos gêneros mais rentáveis do cinema. Mas desde pelo menos o início dos anos 2000, quando a Dreamworks e a Pixar se consolidaram, a procura pelo gênero tem sido cada vez mais pautada pela superação técnica (que faz da animação tradicional, por exemplo, obsoleta aos olhos do mercado). E […]

  • Invocação do Mal 1.5, por Lucas Procópio

    Assim que teve seu nome associado com lucro garantido, o malaio James Wan ganhou uma espécie de carta branca dos estúdios, seja em projetos modestos ou em produções gigantescas de orçamentos estratosféricos, caso de “Velozes Furiosos 7” (2015) e o ainda inédito “Aquaman”. Outro fator que chama a atenção em sua filmografia é que dos […]

  • E o Homem criou “A Bruxa”, por Cecília Shamá

    “Que uma biblioteca famosa tenha sido amaldiçoada por uma mulher é motivo de total indiferença para ela. Venerável e calma, com todos os seus tesouros seguramente trancafiados em seu seio, ela dorme complacentemente, e no que me diz respeito, há de dormir para sempre. Nunca despertarei esses ecos, nunca buscarei hospitalidade, jurei enquanto descia os […]

  • “O Pecado Mora ao Lado”, um comentário sobre a censura

    Em uma das primeiras cenas de O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, dir. Billy Wilder, 1955), o protagonista Richard Sherman (Tom Ewell) vai a uma lanchonete e é atendido pela garçonete interpretada por Doro Merande. Recusando a gorjeta oferecida por Sherman, a personagem aproveita a deixa para militar a favor do nudismo. […]

  • As colinas vivas de “A Noviça Rebelde”

      Os primeiros planos de helicóptero em A Noviça Rebelde (The Sound of Music,Robert Wise, 1965) revelam pequenas porções da paisagem de Mellweg, na Bavaria: um paraíso verde e montanhoso, e cada novo aspecto dele parece confirmar uma composição de perfeita harmonia. A câmera agora revela pela primeira vez o que parece ser o todo […]

  • Apanhado do Cinema 2015

    Táxi Teerã propõe uma questão: por que filmamos? O cinema, como uma arte agora já centenária, tem aprofundado esse questionamento já há algumas gerações. E boa parte do cinema contemporâneo tem se motivado a partir dessa questão. A obra-prima de Jafar Panahi é uma belíssima e delicada reflexão sobre o cinema, principalmente sobre o seu […]

  • 29 filmes para se ver em fevereiro

    arte de Anderson Acioli (behance.net/Acioli) 1-      Fevereiro é o mês do Carnaval. Mas no caso de 2016, a quarta-feira de cinza está logo ali no dia 10. Fevereiro está mais para o mês do fim do Carnaval. Pra começarmos na parte doce desse mês meio amargo, assista Cavadoras de Ouro, musical sobre a crise de […]

  • “Os Oito Odiados” e a marca de Tarantino

      Há informações sobre a trama do filme que podem desagradar leitores desavisados. Eu tenho dificuldade em não ver autoria como um fato do cinema. Por mais industrial que seja o processo de produção de um filme — ou seja, mesmo para aqueles que parecem apenas reproduzir uma série de fórmulas garantidas para o bom […]

  • 31 filmes para ver em janeiro

    1-   É primeiro de janeiro! Você nem sente a ressaca do ano-novo porque foi completamente invadido por aquela sensação maravilhosa de que tudo pode acontecer. Aproveite que dormiu no sofá da sua irmã para assistir O Serviço de Entregas da Kiki com seus sobrinhos. 2-    É isso. O ano começou mesmo, e você está […]

  • Buffy e o reconhecimento da televisão

    “Uma vez em cada geração há uma caçadora. Ela, sozinha, enfrentará vampiros e as forças do mal”. Essa mensagem é repetida mecanicamente em todo episódio da primeira temporada de Buffy, a caça-vampiros (Joss Whedon, 1997-2003). Ela serve um propósito narrativo evidente, e até meio datado, da televisão: reiterar a essência da trama, o que supostamente […]

  • O existencialismo cínico de “Mate-me por Favor” e “A Seita”

    A ironia de Jane Austen (autora de Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade) é diferente da dos escritores britânicos que a seguiram: é desprovida do cinismo encantado de Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Gray, A Importância de Ser Prudente) e do desespero de Virginia Wolf (Orlando, Ao Farol, Mrs. Dalloway). É uma ironia […]

  • Conversas de Janela – Anita Rocha da Silveira

      Sábado (7/11), passei por uma maratona comum a quem está cobrindo um festival de cinema. Passava das 19h, e eu tinha acabado de sair do terceiro filme (Desencanto, de David Lean, um dos meus preferidos) do dia, no terceiro cinema e no terceiro bairro, e corria para conseguir pegar o ônibus e chegar a […]

  • Conversas de Janela – Gabriel Mascaro

    “Acho que se Boi Neon está conseguindo encontrar espaço em outros países é porque é um filme muito simples sobre um lugar em transformação. Vejo como uma possibilidade de um diálogo com uma experiência que talvez seja universal”, disse o diretor Gabriel Mascaro em entrevista durante o VIII Janela Internacional de Cinema do Recife Ao abrir, na última […]