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25 de março de 2019, 19h05

Banco Central bloqueia mais de R$8 milhões de Temer

Ex-presidente, apontado como líder uma organização criminosa que atuou na construção da usina nuclear de Angra 3, foi preso em um desdobramento da operação Lava Jato

Foto: Marcos Correa
O Banco Central informou, na tarde desta segunda-feira (25), que bloqueou R$ 8.239.935,56 do ex-presidente Michel Temer (MDB), investigado em um desdobramento da operação Lava Jato. Os valores estavam distribuídos em três contas correntes. O juiz Marcelo Bretas, que determinou a prisão do emedebista no dia 21 de março, havia pedido ao Banco Central para que fossem bloqueados um total de R$ 62.595.537,32 do emedebista. O Ministério Público Federal (MPF) aponta Temer como líder de uma organização criminosa, que contava ainda com a participação do ex-ministro Moreira Franco e do amigo do ex-presidente, o Coronel Lima, que atuou na construção da...

O Banco Central informou, na tarde desta segunda-feira (25), que bloqueou R$ 8.239.935,56 do ex-presidente Michel Temer (MDB), investigado em um desdobramento da operação Lava Jato.

Os valores estavam distribuídos em três contas correntes.

O juiz Marcelo Bretas, que determinou a prisão do emedebista no dia 21 de março, havia pedido ao Banco Central para que fossem bloqueados um total de R$ 62.595.537,32 do emedebista.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta Temer como líder de uma organização criminosa, que contava ainda com a participação do ex-ministro Moreira Franco e do amigo do ex-presidente, o Coronel Lima, que atuou na construção da usina nuclear de Angra 3, praticando crimes de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação.

Quatro dias após a prisão de Temer, no entanto, o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, concedeu um habeas corpus ao emedebista para que ele responda ao processo em liberdade.

Em sua decisão, o desembargador ressaltou que não é “contra a Lava Jato”, mas ponderou: “Todavia, sem observância das garantias constitucionais, asseguradas a todos, inclusive aos que a renegam aos outros, com violação de regras, não há legitimidade no combate a essa praga”.

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