Blog do Rovai

17 de abril de 2012, 14h55

Ainda há tempo para agir contra a tomada do Estado pelo crime organizado

Quando Fórum completou cinco anos, fizemos uma pequena comemoração em Brasília. Uma deputada à época que foi prestigiar o evento relatou-me em meio a uma conversa sobre cenários políticos como havia sido a disputa eleitoral de 2004 na sua cidade.

Repleto de detalhes sobre a força do crime organizado na eleição do prefeito que então comandava sua cidade, seu relato me impressionou. Desde aquele dia tenho ouvido cada vez mais depoimentos com esse tom. E muitos, consternados.

Espaços da política institucional vêm sendo disputados até com alguma voracidade por atores locais do crime organizado e isso já não causa mais espanto àqueles que ainda fazem política por ideologia e causas, tanto à direita quanto à esquerda.

A aliança com setores criminosos se tornou uma commoditie. Faz parte do jogo e quem não a incorpora em seus “cálculos” eleitorais tem suas chances de sucesso bastante reduzidas.

A CPI de Cachoeira-Demóstenes tem a obrigação de ir a fundo nesta questão. Esse precisa ser seu objeto para que se criem travas e penas severas a qualquer ação neste campo. Até porque o que acontece hoje no México deveria servir de lição.

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Lá, todas as instituições, inclusive a imprensa, perderam alcance democrático e são reféns do medo. Mas aqui, ao invés de denunciar o crime organizado, alguns jornalistas e veículos se associam a ele para fazer armações e produzir matérias supostamente investigativas.

Nesse quesito, parte da imprensa comercial de balcão já passou do limite da irresponsabilidade. Se não fizer meia volta, não terá como não ser tratada como sócia do esquema.

Aliás, isso também não pode deixar de ser considerado e investigado. Conquistar a mídia é sempre o primeiro objetivo desses grupos.

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