Blog do Rovai

09 de março de 2013, 23h09

Cidadania ativa dá lição de democracia em pastor Feliciano e na velha política

Ato contra Feliciano em São Paulo (Foto: Fora do Eixo)

Hoje a cidadania ativa viveu mais um belo dia. Praças de muitos cantos do país foram ocupadas por indignados com a indicação do pastor Feliciano (PSC) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

Essas manifestações, articuladas fundamentalmente pela internet, dão uma nova dimensão ao processo democrático brasileiro e ao tal do “jogo político”. Ou a Câmara ouve a voz das ruas e retira Feliciano do cargo ou o Congresso assumirá um custo político que provavelmente vai derrotar muitos deputados em 2014. E mais do que isso, vai ampliar o sentimento entre jovens de que a política é uma farsa.

Feliciano não é só um reacionário padrão. É um sujeito que com suas declarações dá asas ao preconceito racial e à perseguição contra homossexuais. Por isso, é um vexame para um país que assina acordos internacionais contrários a esse tipo de práticas que no legislativo o presidente da comissão de Direitos Humanos seja alguém com as posições públicas do deputado do PSC.

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Também é um vexame que deputados influentes do Congresso estejam fazendo vistas grossas ao que está ocorrendo. Os que têm algum nível de responsabilidade política já deveriam ter liderado um acordo para impedir a desmoralização da Casa.

Esse caso não tem nada a ver com um embate entre evangélicos e homossexuais. A maior parte dos evangélicos não pensa como Feliciano. Tem a ver com a opção de país que defendemos. O da tolerância ou o dos fundamentalistas. Quem fizer de conta que não tem nada a ver com isso joga a favor dos fundamentalistas.

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