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26 de julho de 2018, 08h04

Bernie Sanders e mais 29 congressistas dos EUA pedem Lula Livre e apuração do caso Marielle

Em carta ao governo brasileiro, o grupo destaca “acusações não comprovadas” na prisão do ex-presidente Lula em um julgamento “altamente questionável e politizado”

Foto: Gage Skidmore
O senador Bernie Sanders, que foi pré-candidato à presidência dos Estados Unidos em 2016, junto com um grupo de 29 congressistas americanos, vai enviar nesta quinta-feira (26), ao governo brasileiro, uma carta em que denuncia a “intensificação do ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil” e pede providências. O documento destaca a prisão do ex-presidente Lula, em função do que afirma serem “acusações não comprovadas” em um julgamento “altamente questionável e politizado”, e também a morte da vereadora e ativista Marielle Franco, no Rio de Janeiro. O grupo considera que os dois fatos demonstram uma vigente “ameaça à democracia no Brasil”, segundo afirmou à Folha o...

O senador Bernie Sanders, que foi pré-candidato à presidência dos Estados Unidos em 2016, junto com um grupo de 29 congressistas americanos, vai enviar nesta quinta-feira (26), ao governo brasileiro, uma carta em que denuncia a “intensificação do ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil” e pede providências.

O documento destaca a prisão do ex-presidente Lula, em função do que afirma serem “acusações não comprovadas” em um julgamento “altamente questionável e politizado”, e também a morte da vereadora e ativista Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

O grupo considera que os dois fatos demonstram uma vigente “ameaça à democracia no Brasil”, segundo afirmou à Folha o deputado Mark Pocan, democrata de Wisconsin e líder da iniciativa.

Lula é chamado no documento de “o principal candidato presidencial” para as eleições de outubro. Os deputados pedem que ele responda ao processo em liberdade, e afirmam que “a luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições”.

A carta pede também uma investigação internacional independente sobre o assassinato de Marielle. “Evidências críveis sugerem que membros das forças de segurança do Estado podem estar implicados no crime”, afirmam os congressistas.

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O documento ainda chama o governo do presidente Michel Temer (MDB) de “extrema direita”, e critica o corte de gastos da gestão e a mudança das leis trabalhistas.

 

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