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11 de setembro de 2018, 07h22

Beto Richa e esposa são presos em Curitiba

Ex-governador do Paraná é candidato ao Senado e uma das mais importantes lideranças tucanas; fato atinge em cheio campanha de Alckmin

Beto Richa Foto: Ricardo Almeida / ANPr
O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) foi preso nesta terça-feira (11), em sua casa em Curitiba, em operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do estado. Fernanda Richa, esposa de Beto, e Deonlison Roldo, seu ex-chefe de gabinete, também foram presos. Esta operação é a primeira a atingir de forma tão dura o principal núcleo tucano no Brasil. O fato levanta a suspeita de que entre agora, o início das eleições e o segundo turno, a Polícia Federal (PF) possa vir a intensificar as suas ações, buscando...

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) foi preso nesta terça-feira (11), em sua casa em Curitiba, em operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do estado.

Fernanda Richa, esposa de Beto, e Deonlison Roldo, seu ex-chefe de gabinete, também foram presos.

Esta operação é a primeira a atingir de forma tão dura o principal núcleo tucano no Brasil. O fato levanta a suspeita de que entre agora, o início das eleições e o segundo turno, a Polícia Federal (PF) possa vir a intensificar as suas ações, buscando interferir no processo eleitoral.

As três prisões são temporárias, com validade de cinco dias. Os mandados de prisão contra Beto Richa e Fernanda Richa foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Comate ao Crime Organizado (Gaeco).

Richa também é alvo da 53ª etapa da operação Lava Jato, que foi deflagrada nesta terça-feira (11) e cumpre 36 mandados judiciais em Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupianópolis (PR) Colombo (PR) e Curitiba (PR).

Veja também:  Endividado, patrocinador de filme da Lava Jato entra em recuperação judicial

A operação, batizada de “Piloto”, de acordo com a Polícia Federal (PF), tem o objetivo de apurar suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. A operação investiga propina em duplicação de estradas.

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