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15 de abril de 2019, 07h18

Bispo Edir Macedo e esposa são agraciados com passaporte diplomático concedido por Bolsonaro

Concessão do benefício a Edir Macedo e esposa se deu "por entender que, ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior"

Edir Macedo e a esposa, Ester, e Bolsonaro (Montagem/Reprodução)
Dono da Rede Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus – que atuam na linha de frente na defesa de interesses de Jair Bolsonaro (PSL) desde a campanha – o bispo Edir Macedo e a mulher Ester Eunice Rangel Bezerra foram agraciados na última sexta-feira (12) com passaportes diplomáticos concedidos pelo governo brasileiro. A portaria, assinada pelo chanceler Ernesto Araújo, consta na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (15). Segundo a publicação, a concessão do benefício ao bispo e à esposa se deu “por entender que, ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de...

Dono da Rede Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus – que atuam na linha de frente na defesa de interesses de Jair Bolsonaro (PSL) desde a campanha – o bispo Edir Macedo e a mulher Ester Eunice Rangel Bezerra foram agraciados na última sexta-feira (12) com passaportes diplomáticos concedidos pelo governo brasileiro.

A portaria, assinada pelo chanceler Ernesto Araújo, consta na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (15).

Segundo a publicação, a concessão do benefício ao bispo e à esposa se deu “por entender que, ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”.

Macedo recebeu o documento em 2006, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e obteve renovação em 2011, já durante a gestão da petista Dilma Rousseff (PT).

Em julho de 2016, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, o Itamaraty suspendeu a emissão dos documentos de viagem para líderes religiosos, sob o argumento de que o Brasil é um estado laico . Na ocasião, o pastor R. R. Soares, também fundador da Universal e hoje líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, havia recebido o passaporte junto com a mulher, Maria Magdalena Ribeiro Soares. A concessão foi suspensa em caráter liminar pela Justiça Federal de São Paulo, pelo mesmo motivo referente à laicidade.

Veja também:  Jornalista da CBN chama Bolsonaro de racista, ignorante, mentiroso, autoritário, persecutório, mal-educado e despreparado

Atualizada às 11h32

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