A caneta do governador é o cassetete. E o jornal é seu escrivão

A caneta de Geraldo Alckmin é o cassetete, sempre foi. A lousa em sua escola é o escudo da PM. Os melhores professores do seu colégio estão assinando editoriais e apresentando as notícias na TV. Os piores prestam o concurso anual pra entrar na corporação Por Allan da Rosa A caneta de Geraldo Alckmin é […]

A caneta de Geraldo Alckmin é o cassetete, sempre foi. A lousa em sua escola é o escudo da PM. Os melhores professores do seu colégio estão assinando editoriais e apresentando as notícias na TV. Os piores prestam o concurso anual pra entrar na corporação

Por Allan da Rosa

A caneta de Geraldo Alckmin é o cassetete, sempre foi. A lousa em sua escola é o escudo da PM. Os melhores professores do seu colégio estão assinando editoriais e apresentando as notícias na TV. Os piores prestam o concurso anual pra entrar na corporação.

O jornal é o escrivão do governador.
Salas lotadas, camburões lotados. Planos de celas lucrativas. Transferência de detentos, transferência forçada de alunos. Qual a grande diferença?

Assim como os fardados que assassinam pretos e pobres todas as noites registram o caso como “autos de resistência”, a tevê e as manchetes nas bancas divulgam como “confusão” ou como “confronto com a polícia” as chaves de braço que soldados aplicam em meninos, o mata-leão no gogó, a cuturnada na canela dos adolescentes e o revólver no nariz da guria nalguma escola na periferia da cidade, onde repórteres montam a cena do crime para forjar a sua matéria e zarpar rapidinho pro ar condicionado de suas redações, ligar pra saber se o seu filhote chegou bem da escola que custa uns três contos por mês.
Já os filhos dos policiais…