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30 de Maio de 2019, 15h32

Ato em defesa da Educação reúne milhares em Brasília

Até por volta de 13h50, ao menos 59 cidades de 19 estados e do Distrito Federal registraram manifestações; os números são maiores que as manifestações pró-governo do último domingo

Foto: George Marques

Professores, estudantes e integrantes de movimentos sociais e sindicais estiveram nesta quinta-feira (30) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pela segunda vez em quinze dias, para protestar contra o contingenciamento de recursos para instituições de ensino superior, anunciado pelo governo no fim de abril sob a justificativa de “balbúrdia”.

Segundo contagem da Polícia Militar cerca de 2,5 mil pessoas estavam no local, enquanto a União Nacional dos Estudantes (UNE) fala em 8 mil presentes. Em um trio elétrico, organizadores disseram que o público estimado é de 10 mil pessoas.

O blog acompanhou os três últimos protestos na Capital e é possível chegar a seguinte conclusão: falta à Polícia Militar do DF critério minimamente técnico para chegar a um número real de manifestantes.

A manifestação do dia 15 foi a maior de todas. Na de domingo, por sua vez, a PMDF contabilizou 20 mil pessoas, mesmo com grandes espaços vazios na Esplanada. Nesta do dia 30, o Comando contou inicialmente 1.500, depois 2.500, sendo que a olhos nus se percebia que a passeata de hoje foi superior à de domingo.

Um princípio de confusão aconteceu quando um homem foi detido pela PM e manifestantes tentaram impedir a ação. De acordo com a polícia, o rapaz estava de máscara, o que não é permitido, e se recusou a se identificar. O blog apurou que a máscara era porque o manifestante estava ao lado do escapamento do trio e bloqueou o rosto para evitar a fumaça.

Parlamentares também participaram do ato na capital federal. As deputadas federais Gleisi Hoffman (PT-PR), Érika Kokay (PT-DF) e o deputado distrital Fábio Feliz (PSOL-DF) discursaram no trio elétrico.

“A convocação é uma continuação da pauta levantada dia 15, questionando o corte de verbas que chegou até a educação básica, inclusive no Fundeb. As instituições de ensino estão em risco. Queremos exigir a revisão do contingenciamento”, disse o diretor nacional da UNE, Hélio Barreto.

Na Universidade de Brasília (UnB), professores e servidores vão cruzar os braço para participar do 2º Dia Nacional em Defesa da Educação. Uma manifestação está marcada para as 10h, em frente ao Museu Nacional.


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