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09 de maio de 2019, 16h49

Erika Kokay entra na Justiça contra Bolsonaro por censurar propaganda do Banco do Brasil

Ação publicitária do Banco do Brasil foi retirada do ar por desagradar Bolsonaro; à Procuradoria a congressista pede que o presidente seja processado por improbidade administrativa por não apresentar dados técnicos para o veto

Foto:Gustavo Bezerra

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) protocolou, nesta quinta-feira (9/5), representação contra o presidente Jair Bolsonaro na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC-MPF) por veto à peça publicitária do Banco do Brasil sob a justificativa de “excesso de diversidade”.

A parlamentar sustenta que a atitude de Bolsonaro de determinar, inclusive, a demissão do diretor de marketing do Banco do Brasil é um ataque à instituição.

“Não foi apresentado qualquer argumento técnico, mas deixando nítido, na verdade, o caráter ideológico, discriminatório e odioso que sempre pautaram e continuam a substanciar o comportamento e as ações preconceituosas de Bolsonaro, agora, no alto cargo de Presidente da República”, diz a parlamentar, no texto da representação.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a campanha custou cerca de R$ 1 milhão e havia sido recebida pelo mercado de forma extremamente positiva, resultando, já no dia seguinte à primeira exibição, na abertura de mais de 5 mil novas contas correntes.

“Desse modo, além de preconceituosa e criminosa, a interferência indevida do Representado na gestão da instituição financeira, a partir de suas visões ideológicas retrógradas e incompatíveis com os desideratos da sociedade atual, também causaram prejuízos ao Banco do Brasil, seja em função dos gastos com a construção da peça, que não foi utilizada para os objetivos, seja em função da perda de clientes – notadamente da parcela negra da população -, que a Instituição Financeira pode sofrer, o que demonstra a temeridade da ação”, sustenta a parlamentar.

A deputada pede a adoção, pelo Estado brasileiro, de medidas e providências que permitam, por intermédio da persecução penal, civil e/ou administrativa (crime de responsabilidade), a oferta de uma resposta estatal que possa punir práticas deletérias como o racismo e a homofobia.


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