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13 de agosto de 2019, 15h16

Estudantes e professores realizam protesto em defesa da Educação em Brasília

Faixas com dizeres contra Bolsonaro e em defesa da Educação, pela liberdade do ex-presidente Lula e com manifestações contra a reforma da Previdência se espalham pela Esplanada

Foto: George Marques

Estudantes, professores e trabalhadores da educação protestaram na manhã desta terça-feira (13) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra o corte de investimentos na Educação promovido pelo governo Bolsonaro. A manifestação ocorre em diversas cidades do país após ser convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e apoiada por entidades, como União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).

Em Brasília, o ato foi marcado às 9h, em frente ao Museu Nacional. A data do protesto contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência, que ganhou força nas redes sociais com a hashtag #Tsunami13Agosto, coincide com a Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília. Nesta quarta-feira (14), a Esplanada dos Ministérios receberá a já tradicional Marcha das Margaridas.

No meio da manhã, a Marcha de Mulheres Indígenas se juntou ao movimento. A Polícia Militar acompanhou o protesto à distância e, até a última atualização deste texto, não havia relatos de confusão no local. A corporação não divulgou estimativa de público.

É a terceira mobilização a nível nacional contra o contigenciamento de verbas anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. O primeiro, em 15 de maio, mobilizou a sociedade civil em pelo menos 222 municípios em todos os estados, incluindo o Distrito Federal. O segundo, no dia 30 do mesmo mês, ocorreu em ao menos 136 cidades de 25 estados e o DF.

Em nota assinada pela UNE e mais 180 organizações estudantis, a entidade reconhece o Future-se como “uma entrega das universidades à uma dependência do setor privado e uma desresponsabilização do governo de financiamento público à educação superior”.

“Isso também significa retirar a autonomia didático-científica e administrativa das universidades, para ficarem cada vez mais à mercê de interesses privados que buscarão retornos de seus investimentos, acabando com a base de financiamento público da universidade”, diz trecho do texto.

 


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