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08 de maio de 2019, 12h57

Moro é contra Coaf no Ministério da Economia e defende permanência na Justiça

A concentração de poderes com o ministro é uma preocupação manifestada de forma reservada por parlamentares. Uma comissão mista no Congresso pode alterar estrutura administrativa proposta por Jair Bolsonaro

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça, Sergio Moro, disse nesta quarta-feira (8) que a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no âmbito da sua pasta é estratégica para o combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo ele, não “existe esse interesse tão grande” no Ministério da Economia, comandado pelo ministro Paulo Guedes.

“Para o Ministério da Justiça, o Coaf é estratégico, enquanto, para o Ministério da Economia, não existe esse interesse tão grande”, afirmou Moro. A questão sobre o Coaf, que é um órgão responsável pelo rastreamento de transações financeiras atípicas, está em discussão no Congresso Nacional.

No governo, o discurso é que a permanência no Coaf sob o guarda-chuva de Moro é essencial para a troca de informações sobre movimentações financeiras com outros órgãos de investigação. A concentração de poderes com o ministro é uma preocupação manifestada de forma reservada por parlamentares.

Uma comissão mista, formada por senadores e deputados, analisa uma medida provisória sobre a estrutura administrativa do governo Jair Bolsonaro, que realocou o Coaf no MJ.

As legendas do Centrão, especialmente PP e PR, devem se reunir antes da sessão do colegiado para analisar o parecer do senador Fernando Bezerra Coelho (MDE-PE), que fez 18 alterações no texto original da medida assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

O ministro ressaltou que Guedes tem “uma série de preocupações”, no que se refere ao ambiente macroeconômico e microeconômico e que “não é das maiores preocupações a lavagem de dinheiro”.

Ele ressaltou que, ao ser convidado para assumir a pasta, não pediu que o Coaf ficasse sob a sua alçada, mas que considera que essas informações disponibilizadas pelo ajudarão nas investigações se ele ficar no Ministério da Justiça.


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