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11 de junho de 2019, 18h45

Moro se oferece para prestar esclarecimentos ao Senado sobre vazamento de informações

Ministro se colocou à disposição para explicar conversas com o MPF que foram vazadas; oposicionistas articulavam requerimento para convocá-lo

Foto: Lula Marques/PT

Antecipando possível convocação dos parlamentares e mais desgaste ao Governo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, se colocou à disposição da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado para prestar esclarecimentos em relação às notícias publicadas na imprensa sobre a suposta colaboração com procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

O ofício foi encaminhado nesta terça-feira (11) pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado. A estratégia busca ofuscar articulações da oposição que previam votar a convocação do ministro nos próximos dias.

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O anúncio da data foi feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A intenção é que a CCJ ouça Sérgio Moro na próxima quarta-feira (19), às 9h.

“Nós temos que aguardar com muita cautela e responsabilidade o desenrolar dos próximos passos em relação a essas notícias antes de tomar as decisões. A vinda do ministro Moro será, sem dúvida, uma oportunidade para os senadores terem acesso a todas as repostas que julgarem necessárias”, afirmou Alcolumbre.

Oposição quer CPI

Em nota conjunta apresentada na segunda-feira (10), partidos de posição (PDT, PT, PCdoB, PSOL e PCB) defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional para apurar e investigar as condutas de magistrados e membros do Ministério Público Federal integrantes da operação Lava Jato e objeto de graves denúncias neste fim de semana.

Segundo a nota os fatos revelados no domingo (9) pelo The Intercept Brasil configuram “graves violações à Constituição, comprometendo a imparcialidade e a legitimidade do processos conduzidos pela Operação Lava Jato, em Curitiba(PR)”. O texto também reafirma que “expõem suspeitas de uso da máquina judiciária com propósitos eleitorais, uma grave ameaça de violação da soberania popular”.


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