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19 de junho de 2019, 09h57

Moro sobre vazamentos: “quem faz isso não é um adolescente com espinhas, mas um grupo criminoso estruturado”

The Intercept revelou mensagens atribuídas a Moro e a integrantes da força-tarefa da Lava Jato no qual ele dá orientações, antecipa ao menos uma decisão e sugere testemunha em processo contra o ex-presidente Lula

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou na manhã desta quarta-feira (19) no Senado Federal que ele e procuradores da Lava-Jato foram “vítimas” de ação de contrainteligência. Ele reforçou o discurso de que não reconhece o conteúdo das mensagens. “Quem faz isso não é um adolescente com espinhas, mas um grupo criminoso estruturado”, diz Moro.

Moro disse que não tem nada o que esconder e quer esclarecer o sensacionalismo que está sendo feito à partir de notícias de suas conversas com Deltan Dallagnol. O ministro afirma que não tem mais as mensagens para dizer se o que está sendo divulgado é verdadeiro ou não. “Não tenho como me certificar da autenticidade”.

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O ministro ressalta que as “supostas” mensagens podem conter alguma verdade, mas outros trechos lhe causam estranheza. “Ainda que tenha alguma verdade, a mensagem pode ser total ou parcialmente adulterada para caracterizar situação de escândalo que é inexistente”.

Reportagens do site The Intercept Brasil revelaram mensagens em que os dois trocavam informações sobre ações da operação e sugerem que Moro pode ter interferido na atuação da Procuradoria. Na época dos diálogos, ele era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos ligados à Lava Jato.

Moro reforçou que na opinião dele existe um grupo criminoso por trás dos supostos ataques. Ele disse ter informações que jornalistas e políticos também podem ter sido alvo de hackers.

A iniciativa de ir ao Senado veio do próprio ministro, em uma tentativa de acalmar os ânimos e evitar a abertura de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito).

Moro também disse que é normal e rotineiro no Judiciário conversas entre juízes e promotores ou advogados. E cita o exemplo de uma conversa informal em que o procurador diz que pedirá a prisão de um suspeito e o juiz diz: “para isso precisa de provas fortes”.


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