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29 de Maio de 2019, 16h56

Parlamentares se unem em oposição à privatização da Petrobras

Na quinta, STF julgará se privatizações de estatais precisam de aprovação prévia do Congresso; cerca de 190 parlamentares se uniram num esforço conjunto para tentar evitar a privatização da petroleira

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Foi lançada na tarde desta quarta-feira (29) na Câmara a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras com a participação de 190 congressistas num esforço conjunto para tentar evitar a privatização da petroleira. Ao blog o presidente do colegiado, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) criticou a postura do governo de Jair Bolsonaro de entregar o patrimônio público brasileiro.

“Nosso primeiro desafio será barrar a venda criminosa de ativos da Petrobras sem licitação”, disse. Segundo o congressista nenhuma empresa do mundo, nacionais ou estatais, vendem seus ativos. “A descoberta do pré-sal nos colocou na vanguarda. Todos protegem seus ativos, porque nós vamos ter que entregar o nosso refino?”, questionou o congressista.

Em passagem pelo lançamento da frente o senador Jaques Wagner (PT-BA) também fez a defesa da Petrobras e criticou a postura de Bolsonaro de entrega do patrimônio nacional.

“Nunca antes na história do Brasil se ameaçou tanto a soberania do país”, disse Wagner relembrando frase do ex-presidente Lula. Para ele o país está sem projeto de desenvolvimento econômico, mas apenas de entrega da Previdência para os bancos.

Para o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, “se conseguirmos formar um campo grande em defesa da Petrobras, junto com a defesa das empresas públicas e estatais, conseguiremos criar uma disputa no Congresso”.

Segundo Bacelar, é possível detectar certa apreensão de parlamentares de todo o espectro político, da direita à esquerda, passando pelo centro e centro-direita, sobre o fato de o patrimônio público brasileiro ser entregue como tem ocorrido desde o governo de Michel Temer, o que foi acentuado pelo atual grupo que comanda o país.

O diagnóstico político de Bacelar envolve outro fato significativo no contexto: o importante julgamento que está na pauta do Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) para a próxima quinta-feira (30), quando a Corte julgará as liminares concedidas pelos ministros Edson Fachin (na semana passada) e Ricardo Lewandowski (em junho de 2018), proibindo a venda de ativos de empresas públicas e estatais sem passar pelo Legislativo.

“Vamos lutar em todos os terrenos, nas ruas, aqui no parlamento, vamos denunciar o que está acontecendo, e recorrer ao judiciário quando possível, pois esse patrimônio é essencial para o país”, concluiu Pelegrino.


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