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10 de fevereiro de 2019, 10h28

Pauta dos costumes só avança com resultados econômicos concretos no Congresso

O discurso oficial do Governo e dos democratas Rodrigo Maia (RJ), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (AP), presidente do Senado, é manter no radar a prioridade à pauta das reformas, enquanto a de valores morais aguarda sua vez na fila para ser chamada

Foto: Pedro França/Agência Senado

Em Brasília e fora dela muitos se perguntam: o que é melhor para o Brasil, um esperto no comando ou um idiota na Presidência? Como quem define o rumo do país é pauta econômica, venceu as últimas eleições aquele que prometeu continuidade ao projeto de reformas iniciadas sob a gestão de Michel Temer (MDB).

O discurso oficial do Governo e dos democratas Rodrigo Maia (RJ), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (AP), presidente do Senado, é manter no radar a prioridade à pauta das reformas, enquanto a de valores morais aguarda sua vez na fila para ser chamada.

Enquanto as elites se embriagam com seus bons vinhos sob o frio do ar-condicionado e decidem suas guerras e batalhas particulares, esqueceram de combinar com um personagem principal dessa engrenagem: o povo.

A pauta econômica restritiva de direitos que está por vir, Reforma da Previdência e uma nova Reforma Trabalhista mais severa, terá impacto direto na massa de brasileiros. A forma de compensar o impacto negativo dessa equação será a pauta de costumes, aquela que até então estava de escanteio.

E essas duas pautas já estão presentes na agenda do Congresso Nacional: na Câmara foi reapresentada esta semana o projeto Escola Sem Partido e no Senado aguarda apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto para redução da maioridade penal, consideradas jóias da coroa do movimento conservador-evangélico que contribuiu para a vitória de Jair Bolsonaro.

De acordo com relatos de líderes políticos ouvidos pelo blog, numa tentativa de agradar a massa de brasileiros que elegeu Bolsonaro, o pacote anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro serviu como uma tentativa de resgatar a credibilidade que o governo perdeu já no primeiro mês de gestão, após a descoberta de relações próximas dos filhos do presidente com milícias.

O fator de imprevisibilidade do governo está no setor militar. Hoje eles são respeitados por superlativo da opinião pública brasileira, porém, e quando os escândalos de corrupção começarem a respingar nos militares que compõe a gestão Bolsonaro? A Reforma da Previdência não será para ampliar direitos, mas para diminui-los e dificultar o acesso à aposentadoria.

E quando a grande massa da população perceber isso continuará com o apoio em massa ao poderio militar?

É neste momento que volto à pergunta inicial: o que é melhor para o país, um esperto ou um idiota na Presidência? O tempo ajudará a tirar todas as dúvidas.


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